Claro que se impunha um post dedicado ao elenco maravilhoso deste grandioso Amor Sem Barreiras. Aproveito ainda para deixar alguns agradecimentos especiais.
Preparem-se para ler, se é que têm paciência de ler tudo o que se segue. ;)

Ora então o que dizer da Maria? Vi-a ser deslumbrantemente interpretada pela Bárbara Barradas, e ela está isso mesmo, um autêntico deslumbro. Tem uma presença muito fresca, talvez não tenha um ar tão inocente quanto a Natalie Wood nos transmitiu, mas a Bárbara canta muito mais que a Natalie (que viu a sua voz dobrada no filme!). Ela é encantadora e é só fazer vibrar as cordas vocais que ficamos colados à cadeira. Que potência!
O Tony, que o Rui Andrade tão gentilmente vestiu a pele, é mais uma figura enternecedora em palco. Tal como a Bárbara, tem uma voz de arrepiar um calhau. Como é possível, 2 jovens como eles, na flor da idade, terem já aquele aparelho vocal? Asfixiante, no sentido em que ficamos mesmo de respiração cortada ao ouvi-los. E a química que eles têm? Aquela cena mais íntima arrepia os cabelos e dá um friozinho (as tais borboletas) na barriga. Confesso que gostei mais de ver o Rui que o Richard Beymer no filme.
A Anita, que para mim será sempre a personagem principal feminina, foi interpretada pela Anabela que já nos habituou a ser sempre exemplar em tudo o que faz, ou não fosse sempre uma das grandes apostas do mestre. Nela (Anita) tenho a destacar o seu ar confiante, e as suas roupas que lhe assentam sempre tão maravilhosamente. A voz, essa já todos conhecemos, sempre no tom, sempre de fazer parar o trânsito (apesar do trânsito nunca ter parado no alto da ponte!), sempre a sua doce voz. Um papel que lhe assenta muito bem, e mesmo com a sua cara de menina, vestida na

Anita, ela deixa se ser essa menina, e passa a ser a mulher que lhe é exigido ser. Dança tão bem quanto canta e conjugando as 2 qualidades fica aquilo que se viu, perfeita!
O Bernardo, o grande Pedro Bargado (preciso pagar direitos de autor,
Su?) que consegui finalmente ver em palco. Estava mais do que ansiosa para o ver, para o ouvir, para sentir todo aquele carisma em palco. E digo que em nada, mesmo nada ficou aquém das minhas expectativas. Sedutor, encantador, conflituoso, cheio de ódio, mas ao mesmo tempo cheio de amor para distribuir pela irmã (a Maria) e pelo seu grande amor (a Anita). A voz, a sua voz sublime, já a conhecia das suas excelentes músicas, mas unir a voz à sua representação tão forte, à sua arte de dançar, e a todo o figurino que são as suas vestes, é algo que não consigo descrever por palavras. Há que ir ver e conferir pessoalmente. Da próxima vez, vamos cobrar os nossos beijinhos, Pedro, vais ver! ;)

O politicamente incorrecto Tenente Schrank era uma das personagens que eu mais ansiava ver. O sr. Carlos Quintas é um dos actores portugueses que mais admiro no panorama do teatro. É um actor formidável, muito versátil, qualquer papel nele parece ganhar uma nova vida e é também muito carismático. No final da peça deu-nos o prazer de o cumprimentarmos e felicitá-lo pelo seu papel, que apesar de ser muito curto (para o meu gosto) é marcante. Obrigada, sr. Quintas!
Snowboy é a personagem de Sérgio Lucas, o merecedor vencedor de uma das edições de Ídolos. Sempre gostei imenso da sua voz, e já no papel do apóstolo Simão em Jesus Cristo Superstar adorei vê-lo. Este seu Snowboy é um dos elementos do gang Jactos. O Sérgio tem uma música aqui na peça, a “Cool” no original, que penso tenha ficado “Calma” em português, que resultou muito bem no filme, mas penso que tenha resultado melhor ainda no Politeama. Nesta altura entraram no palco 2 motos que penso serem Harley Davidson, todas polidinhas e lindas, lindas!!!! Adorei mesmo esta cena e com o Sérgio a liderá-la, muito melhor.

Tenho ainda de destacar o papel, pequeno é verdade, do David Ventura, um dos nossos Cristos em Jesus Cristo Superstar. Aqui no papel cómico de Glad Hand, onde interpreta o coordenador do baile onde Maria e Tony se conhecem. É um homem muito inseguro e que gagueja a torto e a direito. Só posso dar os meus parabéns ao David pela sua excelente interpretação. Pena mesmo que não tenhamos ouvido os seus dotes vocais e que ele mostrou serem grandes dotes no seu anterior papel.
Refiro, também, a personagem que o Tiago Diogo fez, o líder dos Jactos, Riff, que é protagonista a par com o Bernardo, de uma das cenas mais intensas de todo o musical. Vê-los “debaterem-se” ao longo da peça, é algo muito forte.

Não, claro que não me esqueci do Action, do meu querido Ruben Varela. Ele (Ruben) é um dos grandes culpados por me ter tornado uma apreciadora incontrolável de musicais. Posso não ser totalmente isenta desta opinião, mas de qualquer forma vou opinar. O Action é, para mim, a personagem mais cómica de todo o musical. Ele é um personagem revoltado, conflituoso, e sempre pronto para a… PORRADA!!!!!!!! De partir a rir quando ele faz cara de mau e quer partir tudo o que se mexa. Tudo nele é cómico (e espero que não me leves a mal o que vou dizer, pois tudo tem a ver com a tua personagem), a sua expressão de mauzão (que chega mesmo a meter medo), as suas roupinhas que são muito catitas, cheias de cor, fatinhos azul “pitróil” e cor de grão (
Papiro as expressões são tuas e eu acho que nada melhor poderá descrever o figurino!!!), os ténis e os jeans azuis escuros com virola que lhe assentam tão bem, aquela camisa com um grande J de Jactos, a sua pulseira de couro também com o famoso J, as suas intervenções sempre com voz de raiva e ódio… Simplesmente, fe-no-me-nal!!!
Não sei se foi impressão nossa, mas numa parte em que o Tenente Schrank insulta a mãe do Action, ele revolta-se de tal maneira que é agarrado pelos colegas, aí pareceu-nos que o Ruben teve de se retrair um pouquinho, pois os restantes Jactos não o conseguiram segurar devidamente. Não é fácil travar o Ruben, mesmo em cima do palco, está visto!
A ti, Ruben, te dirijo umas palavras especiais. És um grandioso actor (e não me refiro à tua altura, ouviste?!?!), és um brilhante cantor, e agora provaste que também sabes assobiar, estalar os dedos, saltar e dançar sublimemente. Todo o cansaço (físico) acumulado, todo o teu esforço, todos os quilinhos que se foram, todo o teu suor e empenho estão ali espelhados no teu magnífico Action. Ainda bem que não és nenhum Sansão, cuja força está no cabelo comprido. Mudaste de visual (cortaste o cabelo) mas a tua garra continua. :)
Obrigada por nos transportares para outra dimensão quando estás em palco. Obrigada por todo o teu carinho. Obrigada por nos teres “aturado” e por nos continuares a “aturar”. Obrigada pelo “chat” que nem mesmo o frio conseguiu arrefecer. Muito obrigada por tudo. E já sabes, tens aqui uma admiradora que nunca te esquece. Desejo que alcances todo o sucesso que mereces.
Espero que depois do que te disse, não me ofereças também PORRADA!!!!
Felicitações a toda a equipa de artistas que participa nesta mega produção que não pode ficar nada atrás das realizadas lá fora.
O mestre La Féria tem mais esta aposta ganha.
Todos ao Politeama!!! Eu vou regressar, muito em breve.