terça-feira, dezembro 02, 2008

West Side Story em cena no Politeama – apreciação geral


Nem sei muito bem por onde começar. Foi tudo tão intenso, as emoções estavam em turbilhão, acho que foi tanta coisa maravilhosa junta, que ainda não consegui absorver tudo o que aconteceu.
Logo à chegada, fico deslumbrada com os cartazes gigantes que enfeitam todo o perímetro do teatro. Muita gente já lá estava, apesar de ameaçar chuva a qualquer momento. E à porta vejo o Rui Andrade, uma foto foi inevitável, claro!!!! Desculpa Rui apanhar-te de surpresa. ;)
Lá dentro o ambiente era já muito animado, com o mestre La Féria a distribuir autógrafos. Não resistimos, e ficámos com um para nós. Ao escrever o meu nome brinda-me com isto: “Estela, como uma Estrela!!!” (ou algo parecido!). Devo ter corado até à raiz dos cabelos. E ele então que fala pouco baixo!!!
Era chegada a altura de ocupar os lugares e dar uma vista de olhos ao ambiente. Tudo muito composto, sala cheia, tão cheia que o início da peça atrasou um pouquinho.
Sobe o pano e eu a Papiro em completo êxtase… Os 1ºs segundos são de completo encantamento. O cenário é uma réplica da cidade de Nova Iorque, ali em pleno palco do Politeama. Logo aí se consegue ter bem presente os 1ºs minutos do filme original de 1961.
Entram os actores em cena, e entre eles lá estava quem nós tanto ansiávamos ver, não menosprezando todos os outros, claro! Os assobios, o estalar dos dedos, os movimentos no campo de jogos, as roupinhas tão revolucionárias na altura, tudo, tudo, tão bem combinado, tudo escolhido a dedo, tudo a encaixar numa harmonia perfeita. Fiquei desde logo completamente rendida, extasiada (acho que falo por ambas)…
Ver uma peça onde já conhecemos os actores, a história e as músicas (ainda que as originais) tem um gostinho especial. No Jesus Cristo Superstar eu ia completamente às escuras, apesar de conhecer algumas músicas sem sequer o saber. Ver entrar em palco aqueles actores que mais admiramos e os que não conhecemos mas estamos ansiosos por tal, é sempre um momento emocionante e que dá vontade, desde logo, de aplaudir. Vê-los interpretar aqui papéis completamente distintos dos visto antes é algo delicioso, pois ainda temos enraizadas as suas anteriores personagens.
É chegado o intervalo e já tínhamos as emoções à flor da pele, com a cena que tínhamos acabado de presenciar. Completamente arrepiante!!!
Sobe de novo o pano, e somos surpreendidas por um “Sou tão gira!!!”. Já não estávamos contar com ela, mas afinal, lá estava.
Quando dou pela cena derradeira penso para comigo que não pode ser já o fim! Isto pouco tempo antes das lágrimas me escorrerem pela face abaixo. Acho que pela 1ª vez não fiz caso das lágrimas e deixei-as correr, ao mesmo tempo que tentava apreciar os últimos momentos…
As 2 horas que devem ter sido a peça, passaram num ápice. E se há alguma coisa a apontar a este espectáculo será o facto de ver muito curto (para o meu gosto!). É um show grandioso, com um elenco algo extenso, que faz com que certas vozes não possam ser aproveitadas no seu todo.
Mas como soube a pouco, esta foi apenas a 1ª visualização da peça. Muitas mais se seguirão. Politeama, aqui vou eu!!!
Depois destas emoções todas, era tempo para outras talvez até mais intensas…

O Musical
“West Side Story” parte do grande clássico shakespeariano “Romeu e Julieta”, cuja agitada Verona é transposta para o contexto da rivalidade entre duas comunidades rivais dos bairros ocidentais da “Big Apple”, os quais acolheram o fluxo de imigrantes que rumaram para os Estados Unidos à procura do “sonho americano”.
“West Side Story” revolucionou o musical com a extraordinária partitura do grande compositor Leonard Bernstein e a genial coreografia de Jerôme Robbins, sendo até hoje considerado o maior sucesso da Broadway.

Sinopse
À semelhança do que acontece em “Romeu e Julieta” de Shakespeare, “West Side Story” apresenta Tony, antigo líder do gang de brancos anglo-saxónicos chamados Jets, apaixonado por Maria, irmã do líder do gang rival, os Sharks, formada por imigrantes porto-riquenhos. Um amor sem limites nasce entre o ódio e a rivalidade dos dois gangs e dos seus códigos de honra, tal como a desavença histórica entre os Capuletto e os Montechio da tragédia shakespeariana.

O elenco
Bárbara Barradas (Maria)
Cátia Tavares (Maria)
Rui Andrade (Tony)
Ricardo Soler (Tony)
Pedro Bargado (Bernardo)
Anabela (Anita)
Lúcia Moniz (Anita)
Carlos Quintas (Tenente Schrank)
Alberto Villar (Doc)
David Ventura (Glad Hand)
Tiago Isidro (Sargento Krupke)

os Jactos
Tiago Diogo (Riff)
Ruben Varela (Action)
Jonas Cardoso (Baby John)
Sérgio Lucas (Snowboy)
André Lacerda (A-Rab)
Eduardo Bettencourt (Diesel)

os Tubarões
Carlos Martins (Chino)
João do Nascimento (Toro)
Pedro Mascaranhas (Luís Arruza)
Daniel (Jordão)

elas
Cátia Garcia (Anybodys)
Helena Montez (Consuelo)
Carla Janeiro (Velma)
Vera Ferreira (Graziella)
Cláudia Soares (Estella)

Considerações finais
Dina e Su, desta vez, acho que não cometi nenhuma argolada. Por favor, corrijam-me se estiver enganada. Isto com o passar do tempo ao vosso lado vai-se aprendendo algumas coisas.

Obrigada a todas por me deixarem acompanhar-vos nestas andanças que me limpam a alma.

Um agradecimento especial à Papiro que me acompanhou (ou terei sido eu a acompanhá-la!) nesta fabulosa aventura.

Um outro agradecimento, também ele muito especial, ficará para o próximo post, que tarda em me sair direito.

6 notas celestiais

susana disse...

Que te dizer... estou emocionada com a tua descrição e ainda mais ansiosa para a visita ao Politeama.

"Vi" cada palavra tua ao promenor, imaginei-me la com voces e aiiii que saudades tenho daquele grandioso elenco, dos minutos antes e depois da peça, dos sorrisos, a emoção, dos convivios.

Estou com o coração cada vez mais apertadinha.

JINHOS

papiro disse...

weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

o take 1 da saída fantástica de domingo já está disponível, mas falta a 2.ª parte... os disparates à saída e que se prolongaram pelo jantar fora, as porradas, a impossibilidade de ficar calada sem gozar assim um bocadinho com o fatinho lindo azul petróleo e com o casaquinho cor de grão, com direito a ida ao psiquiatra e tudo...

Bem, estás melhor que eu que ainda não consegui escrever nada... vou tentar hoje :)

Minha querida e pensar que nem há meia duzia de meses que nos conhecemos e parece que já foi há muito, muito tempo ;) o que uma ida ao teatro pode fazer!

Adoro-vos meninas e meninos e Obrigada por me aquecerem o coração com a vossa amizade e boa disposição.

Este é, sem dúvida, mais uma aposta ganha do Mestre la Féria, mas também alguém esperava menos? acho que já nos habituou a isso...

Beijos

Anónimo disse...

Sou leitora do teu blog, isto é... vou passando por cá porque também sou fã do LaFeria e fui sexta feita passada ver o espectáculo e adorei! Estou de acordo com tudo aquilo que dizes! Só acho que te falta falres de mais um ou outro actor, por exemplo o actor que faz o dono da rolote é muito bom. e há também a Cátia Garcia que é fantástica a fazer a personagem quer quer à força toda entrar para o grupo e o Jonas Cardoso também é muito bom! Mas no fim creio que estou de acordo com tudo o que dizes.
Beijinhos da
Maria do Mar

The Star disse...

Su do meu coração, sabes que estavas lá connosco, não fisicamente mas no nosso pensamento. O Pedro entra em cena e eu penso: “Ele é tudo o que a Su diz e muito mais…”
Só faltaram os beijinhos tão esperados, mas eles irão surgir, tenho esperança. :D
Ainda bem que as minhas singelas palavras chegaram a ti, espero que também cheguem aos respectivos destinatários. :)

Papiro, a magia do JCS consegue surpreender-nos a cada dia. Tudo o que já vivemos juntas por causa de um musical que foi marcante nas nossas vidas.
Ainda hoje me custa a acreditar que aquele Domingo frio, mas tão quente, aconteceu e que o partilhámos com a mesma felicidade.
Viva o WSS, via o mestre La Féria, viva o culpado desta loucura tão saudável!!!!
Tu habilitas-te, depois levas. Depois da energia que teve de armazenar lá dentro, chega cá fora, tinha de a distribuir. ;)
E o final do mês que nunca mais chega…

Maria do Mar, é uma honra receber aqui no meu espaço uma apreciadora do trabalho do grande mestre La Féria.
Tens toda a razão, esqueci-me de referir a actriz que interpreta a Anybodys. Já tinha sido uma personagem que adorei no filme original e aqui a Cátia conseguiu transportá-la para o palco do Politeama em grande estilo. Maravilhosa!
O Baby John do Jonas é também uma personagem muito querida para mim e o Jonas não me decepcionou em nada.
Quanto ao Doc, vejo-o como um pai daqueles rapazes, grande Alberto Villar, grande senhor. A sua cena final com o Tony é muito marcante.
Sinceramente, não sei como me foi escapar a apreciação destes excelentes actores, mas as emoções às vezes toldam-nos a memória.
Muito obrigada pela tua visita e estás à vontade para entrar sempre que quiseres. ;)

A vocês todas, um grande beijo cheio de carinho.

Mia disse...

Olá! Só venho dizer que por acaso encontrei o teu blog e que vi na tua descriçao a minha propria pessoa! Fiquei nesse extase que tu ficaste ao ver o espectaculo, ate porque adoro todos os espectaculos do politeama e adoro este mundo da representaçao. Já fui ver a peça duas vezes e adorei.

Bjs
Mia

The Star disse...

Mia, muito obrigada por teres passado aqui pelo meu humilde espaço.
Vejo que tens muito bom gosto. Os espectáculos do Politeama, que normalmente são encenados pelo grande senhor Filipe La Féria, são peças de grande qualidade que em nada ficam a dever às que são encenadas lá fora.
Tentei aceder ao teu espaço pessoal, mas tens o blog privado. Gostava de saber se também tu fizeste uma apreciação ao West Side Story. ;)
Bjs para ti.

6 notas celestiais