sábado, setembro 13, 2008

Into The Wild


Estou esmagada… acho que é isso mesmo que sinto depois de ver o filme Into The Wild. Meses a adiar, meses a tentar ver o filme, para finalmente hoje, numa altura em que procuro algo que me leve o pensamento para bem longe, ficar assim, perturbada (no melhor dos sentidos), ao ver esta obra do grande Sean Penn.
Quem diria que Emile Hirsch, o rapaz inocente de The Girl Next Door, se iria transformar no grande actor que aqui revelou ser? Uma interpretação tão impressionante, quanto real e ao mesmo tempo tão encantadora. O filme é todo ele, claro que as outras personagens servem de suporte, mas é ele o foco.
Um argumento escrito de forma exemplar por Penn, baseado no livro de Jon Krakauer, o jornalista que seguiu durante 3 anos o rasto de Christopher McCandless. Este jovem que depois de terminar a faculdade decide deixar a sua vida de mordomia, para se lançar na natureza e apenas viver do que ela lhe podia oferecer, cujo único plano seria alcançar o Alasca.
Não há simplesmente nada que se possa repreender neste filme. As paisagens que nos são apresentadas, são um complemento aos pensamentos de Chris que diz quem lê o livro, fica com uma vontade enorme de ver o filme. As interpretações dos actores de suporte estão muito bem conseguidas. A banda sonora original escrita por Eddie Vedder, que se encaixa na perfeição com todo o ambiente vivido e as paisagens agrestes. O argumento fenomenal cheio de citações e frases que nos deixam a pensar sobre o que a sociedade se tornou, sobre as relações humanas, sobre a solidão, mas sobretudo sobre uma vida selvagem levada ao extremo. E depois temos o Emile.
Depois de ver fotos do verdadeiro Chris, dá para perceber que todo o filme foi estudado ao mais ínfimo pormenor. Apesar do Emile não ser muito parecido fisicamente com o Chris, a roupa, os óculos e até o Autocarro Mágico são um retrato fiel da realidade.
O filme tem o dom de me embriagar, ao ponto de me despertar um desejo interior de fazer uma incursão naquela paisagem, viver uma vida desprovida de coisas materiais, ou pelo menos viver uma vida longe do quotidiano rotineiro que nos agasta todo o santo dia.
Um aparte. Sempre que ouvia falar no filme, Into The Wild, apenas me vinha à lembrança a música The Mission dos 30 Seconds To Mars. É só conhecer-se a letra, para se perceber o porquê. ;)
Um filme com o carimbo de qualidade do blog TheStarIsMe.

Ficha Técnica
Título original: Into The Wild
Título português: O Lado Selvagem
Realizador: Sean Penn
Descrição: Into the Wild é baseado numa história verídica e no bestselling literário de Jon Krakauer. Depois de se formar na Universidade de Emory em 1992, Christopher McCandless (Hirsch), estudante de topo e atleta, abandona as suas posses, oferecendo as suas poupanças de 24 mil dólares à caridade, para ir viver para o Alasca. Ao longo do seu caminho, Christopher encontra uma série de personagens que dão forma e sentido à sua vida.
Actores: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone, Catherine Keener, Vince Vaughn, Kristen Stewart
Género: Drama, Aventura
Ano de Lançamento: 2007
Duração: 140 minutos
Classificação: Maiores de 12 Anos
Classificação (de 0 a 10): 10


Eddie Vedder - Hard Sun (Music Video)

7 notas celestiais

JPT disse...

Também gostei do filme, embora não lhe desse 10 em 10. Acho que ele está muito bem, mas considero a película muito longa. A fotografia do filme é excepcional, claro está. Penso, acima de tudo, que o facto de contar uma história verdadeira faz logo com que se veja o filme de outra forma, e isso faz toda a diferença.
Acho, para finalizar, que é justo dizer que podemos aprender todos um pouco com a história daquele homem e com o seu distanciamento às coisas físicas. Afinal, são só "coisas", certo?
Sean Penn está ao seu nível - o melhor.

Flávio Gonçalves disse...

Parabéns pela crítica, o Into the Wild é lindo... dou 9,5/10, e faz parte do top dos meus preferidos. Sean Penn está de parabéns!!

GK disse...

Também ando a adiar... :(
Será que hoje ainda vou à FNAC comprar este DVD?! Fiquei com vontade... :)
(O meu último post é sobre alguém que faz isto mesmo: vive a percorrer o mundo sem grande preocupação com o conforto materialista...)
:)
Bjs.

The Star disse...

JPT, eu vi o filme completamente às escuras, pois não sabia que era baseado em factos verídicos. Acho que o final do filme e depois nos créditos finais ser apanhada de surpresa com essa realidade, me fizeram ainda amar mais o filme.
É verdade que as coisas materiais são apenas isso, coisas, que irão ficar neste mundo quando formos desta para melhor, mas acho que não devemos levar tudo ao extremo. O Chris aprendeu isso, tarde demais…
Agora o mérito deste grande filme, temos de o dar ao Sean e ao Emile. ;)

Obrigada, Flávio. Nunca é minha intenção fazer uma verdadeira crítica, é mais uma opinião subjectiva.
E o filme é também um dos meus favoritos de todo o sempre. Este ano, foi o melhor filme que vi. ;)

GK, não adies mais. Eu depois de ver o filme pensei porque raio não o tinha visto antes.
Uma vida de liberdade é sempre muito aprazível, mas muitas vezes trás dissabores.
Vê o filme e depois diz-me o que achaste. ;)

LP disse...

O filme que me mais marcou até agora...

Algo que pela interpretação, pela mensagem, pela ousadia e atitude do "Supertramp", e pela música, me pôs verdadeiramente a chorar!

Não diria melhor do que aquilo que fiseste! =)

fes disse...

Concordo contigo. Embriagada é a palavra. Serve-me mesmo.

The Star disse...

LP e Fes, muito obrigada pela vossa visita.
Este filme é qualquer coisa... acho que nos consegue tocar a todos.

7 notas celestiais