sábado, janeiro 03, 2009

O Elixir do Amor


A sério que esta foi a última peça que vi em 2008. Chama-se O Elixir do Amor e está em cena de 5ª a Domingo no Centro Cultural Malaposta em Odivelas. Tem como protagonista o Diogo Morgado, que para além de estar a gravar a telenovela Podia Acabar o Mundo, ainda tem tempo para nos fazer rir nesta peça hilariante.
Ele está realmente muito bem, neste papel de lavrador objector de consciência, tão mas tão tímido. As suas roupas, o seu modo de interpretar o Nemorino, a sua forma de estar, de pensar, de se mover, a sua voz, tudo nos faz querer que ele é realmente uma pessoa muito simples e do povo.
Toda a peça é uma deliciosa comédia onde é impossível estar uns minutos sem rir à gargalhada. À comédia alia-se ainda a vertente musical. Eu que nem imaginava sequer que o Diogo Morgado cantava, mais impressionada fiquei quando percebi que ele até canta bem. Um autêntico mimo! :p
Fernando Gomes, que é aqui o encenador de serviço, inspirou-se na conhecida ópera de Donizetti para realizar esta peça imperdível. Para além das personagens retiradas dessa ópera, ainda existem outras nesta nova versão como: Gianeta, uma fogosa italiana cujo marido foi para a guerra e que procura a todo o custo encontrar um homem com quem possa satisfazer os seus desejos mais íntimos; Rosina, ainda virgem que se apaixona pelo Soldado Torteloni, que acompanha o Sargento Belcor; o Padre Angelino que de repente vê a sua aldeia transformada num pandemónio; Tristano, o coveiro que à falta de mortos para enterrar, cultiva legumes no cemitério; a pequena Sofia (uma menina tão expressiva!), sua filha que quando for grande sonha ter a profissão do pai; os camponeses Pietro e Gianni, o velho Contadine, a Freira Silvana e Giusepe, o mordomo incansável de Adina.
Isto tudo à mistura só podia dar ou numa coisa muito estranha, ou num cozinhado muito bom. Eu cheguei ao final da peça e lambi os dedos, à espera da sobremesa. E que bem soube a sobremesa…
Sim, uns dedos de conversa com o Diogo Morgado, soube muito bem. Um rapaz bem simpático, muito sorridente e que fez uma cara de espanto quando a Dina lhe mostrou o livro Amo-te Teresa.
Pena as minhas fotos com ele terem ficado todas uma lástima, mas 2 dias seguidos de fotos deslumbrantes, não podia ser, né? Já bastam as fotos maravilhosas que foram tiradas na invasão do dia anterior.
Quanto à peça, vão vê-la. É diversão na certa!


Ficha técnica

Título: O Elixir do Amor
Encenador: Fernando Gomes
Em cena: Centro Cultural Malaposta
Descrição: Numa aldeia, situada nas cercanias de Baiona, Nemorino, um jovem e tímido lavrador, está profundamente apaixonado pela bela Adina, mas o seu amor não é correspondido.
A chegada à aldeia de Belcore, um sargento de guarnição, vai provocar um maior desespero em Nemorino; ousado, o sargento não perde tempo e conquista o coração de Adina.
Mas, inesperadamente, aparece na aldeia o Doutor Dulcamara, que se autoproclama “Benfeitor da Humanidade” e diz ser possuidor dum maravilhoso licor odontológico, um milagroso elixir capaz de curar todos os males: Faz andar os entrevados, alivia os asmáticos, os asfixiados, os apoplécticos, os histéricos e os diabéticos; e de um dia para o outro é remédio santo e cura certa para todo e qualquer mal de amor!
Tão milagroso elixir entusiasma todos os habitantes da aldeia; e Nemorimo vê a chegada do sábio doutor como um sinal do céu; agora, ele tem ao seu alcance a possibilidade de conquistar o amor de Adina.
Elenco: Ana Landum, Diogo Morgado, Elsa Galvão, Hélder Carlos, Isabel Ribas, Jan Gomes, Jorge Estreia, Luís Pacheco, Manuel Coelho, Margarida Nunes, Rafaela Nunes, Rui Raposo
Género: Comédia musical
Classificação: Maiores de 12
Classificação (de 0 a 10): 8,5



West Side Story round #2


O ano não terminou sem mais uma incursão ao Politeama. Desta vez, estava marcada uma invasão, não sem antes um convívio muito saudável à hora de jantar. Estava era a ver que não chegava a tempo de jantar com o pessoal. Já que, pela 1ª vez, se lembraram de realizador uma corrida de S. Silvestre em plena cidade de Lisboa, onde a Avenida da Liberdade é sempre o palco destes acontecimentos. E estando a avenida cortada ao trânsito, todos os caminhos se entopem e me fazem andar às voltas à procura da melhor forma de deixar o carro seguro, isto num dia que choveu a potes horas a fio. Se já estava constipada, depois de uma aventura destas, ao frio e à chuva (que por acaso deu trégua), só podia ficar pior. Enfim…
Mas lá consegui chegar ao restaurante, onde já somos conhecidas e onde, desta vez (que eu tenha sido protagonista) não houve qualquer “incidente”. O Tiago Isidro (o Sargento Krupke e o director vocal) deu o ar da sua graça ao jantar. Um querido, portanto, já que foi o único que se dignou a dar-nos as boas noites pessoalmente antes da peça. :p
Chegados ao Politeama, instalados nos lugares mais inóspitos que podem existir, esse foi o grande pretexto para nos levantarmos sempre que algo de passava fora no nosso alcance visual. E mesmo depois de já ter visto a peça anteriormente, os nervos que sentia chegavam para o elenco todo. Nem imagino o que eles devem sentir antes de pisar aquele palco.
Desta vez, as músicas já eram conhecidas e foram entoadas a várias vozes. Tendo como companhia a minha “prima” querida de um lado e mais uma vez a Papiro e a B. do outro lado, mais a Dina, foi mais uma sessão bem animada, não só pelo espectáculo que decorria em cima do palco, mas pelo espectáculo que nós próprias produzíamos.
Desta vez, tive a oportunidade de ver a Lúcia Moniz na pele da maravilhosa Anita. Não consigo diz de quem gostei mais, se da Lúcia, se da Anabela, ambas estão muito bem. Da Anabela destaco a capacidade vocal, da Lúcia destaco a sua representação determinada e forte.
É sempre um encanto ver a Maria da Bárbara Barradas e o Tony do Rui Andrade, mas ainda não foi desta que consegui ver o Ricardo Soler e a Cátia Tavares nos papéis principais. Terá de ficar para a próxima vez. Que chatice!!! :p
De resto, o elenco está sempre muito bem… O Bernardo do Pedro Bargado e o Riff do Tiago Diogo são uns verdadeiros líderes. Uma das cenas que mais arrepia é precisamente a cena da sua luta… É notável ver a capacidade destes 2… Visto lá de cima do balcão, temos uma percepção que não conseguimos obter da plateia. O Bernardo para além de ser o líder conflituoso dos Tubarões e de defender os seus ideais a todo o custo, consegue aliar o seu amor para com a irmã e para com a sua amada. E… ainda dançar mambo como ninguém!
Outra das cenas que mais me comove pelo impacto, é a cena final e a altura do disparo. Eu já sabia o que ia acontecer, mas ainda assim me arrepiei toda.
E que dizer das personagens mais cómicos de toda a peça? Por um lado o David Ventura (e o seu Glad Hand) com um papel tão pequeno, mas tão marcado pelas gargalhadas que nos arranca e o “nosso” querido Ruben Varela e o seu maravilhoso Action, sempre de punhos em riste, olhar de mau, voz carregada de raiva… Tal como já tinha referido no post anteriormente dedicado ao musical, aqui só faltou uma coisa, uma música cantada a solo pelo Action.
Falta-me referir o trabalho de alguns dos Jactos, o Sérgio Lucas e o seu Snowboy (ele está tão bem na música Calma!), o André Lacerda na pele de A-Rab, o Jonas Cardoso e o mais jovem Jacto, Baby John (notável esta personagem, como me surpreendeu) e claro, a Cátia Garcia a dar vida a Anybodys (uma personagem que é uma delícia ver). Depois o sr. Carlos Quintas, é sempre tão bom ver este grande senhor do teatro.
Com o final do musical, a animação não ficou no palco, também se fez cá fora. Embora eu não estivesse nos meus melhores dias, que a constipação começava a fazer-se sentir, foi muito bom estar com alguns dos protagonistas da peça.
O Pedro estava muito animado, rodeado pelas “suas” meninas e de mais esta menina que adorou finalmente conhecê-lo. O André e o Rui ainda fizeram uma aparição na foto de grupo. E o Ruben, claro… que é sempre tão bem disposto, atencioso e tão querido para nós. O meu mais sincero obrigado por serem todos como são, pessoas maravilhosas.
Espero que este ano estas noites “loucas” se repitam inúmeras vezes.
Foi um prazer conhecer muitas de vós e foi de novo um prazer voltar a estar com as restantes.
Que venha a próxima invasão, eu já estou pronta para outra. Weeeeeeeee!!!!!!!

PS: Não será uma invasão, mas já está prevista outra incursão num teatro para assistir a um outro musical, bem ao nível deste. :D

Austrália em antestreia


Normalmente quando as expectativas são demasiado elevadas, os filmes costumam ficar um pouco aquém daquilo que nós esperamos, mas felizmente este Austrália é uma excepção a essa regra.
Ainda com a memória muito fresca de um Cold Mountain que me arrebatou descomunalmente, fui ver este Austrália pensando que talvez não conseguisse superar esse filme tão marcante. Enganei-me, e ainda bem que me enganei…
O filme não só tem uma história de amor comovente, como tem uma história de amor “maternal” potente e talvez essa me tenha prendido ainda mais. Comovi-me como há muito não me comovia no cinema, em diversas alturas e em diversas cenas.
A interpretação do actor mais jovem, Brandon Walters de 12 anos, deixou-me completamente em êxtase. O miúdo tem uma expressão, um olhar tão forte, tão marcante… digno de um actor conceituado. Este seu Nullah é uma personagem que irei recordar durante muito tempo. Vejam e confiram.
A Nichole Kidman e a sua Lady Sarah Ashley está, como sempre, muito bem. Apesar da sua personagem ter algumas falhas de consistência e credibilidade, acho que é um papel muito bem interpretado e talvez o argumento tenha sido o culpado de algumas dessas falhas.
O Hugh Jackman, desde o seu Wolverine, me fez colocar os olhos neste actor. Ele não é só um homem com um palminho de cara ou de corpo trabalhado, ele de filme para filme surpreende-me pela positiva em termos interpretativos. Embora, também aqui, existam algumas cenas um pouco puxadas. Mas no geral, é uma personagem cómica, dramática, humana, é verdadeiramente marcante.
É um filme que se destaca ainda pela mensagem, aborda temas como a 2ª Guerra Mundial, o choque cultural entre britânicos e australianos pela colonização. É um épico cheio de acção, aventura e romântico ao mesmo tempo. Um filme que demonstra a determinação de uma mulher que contra tudo e contra todos, com ajuda de um vaqueiro e de um grupo de nativos decide defender as suas terras e o seu gado.
Louvo ainda as belíssimas paisagens e aqui não me refiro simplesmente ao glamour das personagens principais. Existem planos que nos demonstram a verdadeira beleza deste país, paisagens completamente arrebatadoras, que me fazem muito querer um dia visitar tamanha beleza.

Faltou-me apenas referir que adorei o sotaque do Hugh Jackman, um verdadeiro australiano. ;)


Ficha Técnica
Título português: Austrália
Título original: Australia
Realizador: Baz Luhrmann
Descrição: Austrália, final dos anos 30. Lady Sarah Ashley (Nicole Kidman) é uma aristocrata inglesa que viaja para o inóspito e selvagem continente. Aí, alia-se com alguma relutância a um homem rude, um vaqueiro (Hugh Jackman), para tentar salvar a terra que herdou. Com este homem, Sarah terá de percorrer centenas de quilómetros, para vender duas mil cabeças de gado, através de uma terra simultaneamente magnífica e impiedosa, inesquecivelmente bela, uma viagem que transformará para sempre estes dois seres, que em tudo pareciam opostos. A eles juntam-se várias pessoas da quinta, uma encantadora criança aborígene por quem Sarah começa a sentir um amor maternal, e a sombra de um misterioso mágico aborígene. Mas quando a Guerra chega também à Austrália e os japoneses bombardeiam Darwin, Sarah terá de lutar para reencontrar no meio do caos a sua nova família.
"Austrália", um épico romântico, é realizado por Baz Luhrmann ("Moulin Rouge", "Romeu+Julieta").
Actores: Nicole Kidman, Hugh Jackman, David Wenham, Jack Thompson, Bryan Brown, Brandon Walters
Género: Aventura, Acção, Drama, Guerra, Romance
Ano de Lançamento: 2008
Duração: 166 minutos
Classificação: Maiores de 12 anos
Classificação (de 0 a 10): 9


Australia trailer


Ainda em 2008...


Espero que tenham entrado em 2009 de melhor forma possível. Que 2009 vos traga a felicidade e os vossos desejos realizados.
A minha saída de 2008 foi algo atribulada, mas felizmente que está tudo bem, quando termina bem.
Sei que 2008 já lá vai, mas ainda não consegui tempo para relatar todos os acontecimentos do final de ano. Assim sendo, aqui ficam mais alguns...

quarta-feira, dezembro 31, 2008

terça-feira, dezembro 30, 2008

O jantar da empresa


Numa só semana, era a 2ª vez que estava no Pavilhão Atlântico. Nesse dia, foi para se cumprir o tradicional jantar de Natal da empresa, que para mim era o 1º.
Jantar no recinto do Pavilhão enorme deu-me uma sensação de pequenez como já não tinha há algum tempo. Olhar de cima das bancadas lá para baixo e ver tudo cheio de mesas, onde as luzes abrilhantavam o ambiente, foi um panorama bem bonito.
O jantar passou-se entre gargalhadas e disparates. Mas o melhor estava guardado para mais tarde. O espectáculo…
No ecrã gigante surgiu a figura da Vanessa Marques e do Henrique Feist, em jeito de pivots de noticiário a anunciarem uma viagem às várias décadas do cinema. A par da história do cinema surgia o administrador a falar paralelamente da história da evolução da informática no mundo.
Nos intervalos do “noticiário” tínhamos a Lúcia Moniz e o próprio Henrique Feist, em cima do palco, a interpretarem as músicas mais conhecidas das bandas sonoras dos filmes de épocas passadas.
Pena eu estar tão longe do palco e não ter a percepção de tudo o que se ia passando por lá. Sei que a orquestra tocava ao vivo e era conduzida pelo Nuno Feist e que alguns dos bailarinos eram meninos que o mestre La Féria em tempos lançou.
Pode lá haver melhor do que isto?

High School Musical on Ice Tour no Pavilhão Atlântico



O dia já ia longo, mas à hora marcada lá estava eu cheia de expectativas com o espectáculo no gelo do High School Musical.
No fim-de-semana anterior tinha estado a ver em maratona os 2 primeiros filmes do High School Musical, pois nem o 1º conhecia. Posso dizer que gostei imenso de ambos os filmes, fui surpreendida pela positiva. Adoro as vozes dos actores e da química entre os protagonistas. As músicas são muito bonitas e o timbre das vozes deles encaixa-se muito bem na narrativa. Não deixam de ser os típicos filmes de adolescentes, mas com a vertente musical, sempre é diferente.
O espectáculo de patinagem era aquilo que mais me despertava interesse. Eu que adoro patinagem artística, foi esse um dos principais motivos que me levou ao Pavilhão Atlântico ver o espectáculo. Nesse aspecto (patinagem) conseguiram cumprir o objectivo. O mesmo não posso dizer da história.
A 1ª parte do espectáculo incidiu sobre o 1º filme. E em menos de uma hora passaram um filme inteiro passa tudo a correr, o que nem tempo dá de se perceber a história que nos era suposto ser transmitida. A 2ª parte, foi exactamente a fotocópia do 2º filme, mas também num registo acelerado. Acho que o espectáculo pecou pela velocidade imprimida. Podiam ter compilado tudo num só show, mas de forma a termos uma melhor percepção da história. Eu percebi-a, porque tinha os filmes frescos na memória.
O final foi muito agradável visualmente, tivemos direito a fogo de artifício e tudo.
Era hora de ir para casa e dormir uma longa noite de sono profundo. Assim foi!


High School Musical on Ice Tour

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Em Vila Real


Não pensei conseguir num só dia fazer tanta coisa. Foi um dia cansativo, mas muito produtivo.
Naquele Sábado chuvoso, nada agradável para se fazer uma viagem de mais de 400 kms, lá me fiz à estrada rumo a Vila Real, onde se iria realizar o casamento do meu primo.
Nunca tinha estado em Vila Real, aliás Trás-os-Montes era a única província portuguesa que ainda não tinha visitado. A viagem para cima foi muito desoladora, constantemente a chover e era quando não havia nevoeiro cerrado.
Tive alguma sorte, pois ao passar no vale do Douro o tempo aliviou um bocadinho e consegui contemplar a envolvente. Uma paisagem deslumbrante, fiquei completamente vidrada. Impressionante, ver o Douro lá em baixo e as terras verdejantes e as vinhas semeadas vales e montes fora.
Chegada a Vila Real, um frio descomunal e a chuva não dava sinais de querer abrandar, deparei-me com a quinta onde se iria realizar a cerimónia e o copo-d’água. Nessa altura, nem deu para contemplar a beleza da paisagem onde estava inserida a quinta, só mais tarde depois da chuva dar uma trégua, deu para verificar que estava num sítio alto, de onde conseguia avistar Vila Real lá em baixo.
O casamento foi muito simples, mas muito agradável. O almoço foi feito entre gargalhadas, disparates e muito convívio. Não é todos os dias que se junta alguma família, ainda nem todos tenham estado presentes.
Passou tudo a correr, especialmente porque estive pouco tempo, já que eram horas de me fazer novamente à estrada. À noite tinha outro compromisso…
A viagem de regresso foi mais calma, apesar do céu carregado, não choveu com tanta frequência e consegui constatar que a paisagem é realmente lindíssima.
No dia seguinte, fiquei a saber que mal saí de lá, começou a nevar. Se tivesse ficado para o dia seguinte, teria sido difícil o regresso, pois as estradas ficaram cobertas de neve.
No Verão quero lá voltar e aí sim, irei conhecer os cantos de Trás-os-Montes.
Aqui deixo umas fotos para posterioridade.