Ele está realmente muito bem, neste papel de lavrador objector de consciência, tão mas tão tímido. As suas roupas, o seu modo de interpretar o Nemorino, a sua forma de estar, de pensar, de se mover, a sua voz, tudo nos faz querer que ele é realmente uma pessoa muito simples e do povo.
Toda a peça é uma deliciosa comédia onde é impossível estar uns minutos sem rir à gargalhada. À comédia alia-se ainda a vertente musical. Eu que nem imaginava sequer que o Diogo Morgado cantava, mais impressionada fiquei quando p
Fernando Gomes, que é aqui o encenador de serviço, inspirou-se na conhecida ópera de Donizetti para realizar esta peça imperdível. Para além das personagens retiradas dessa ópera, ainda existem outras nesta nova versão como: Gianeta, uma fogosa italiana cujo marido foi para a guerra e que procura a todo o custo encontrar um homem com quem possa satisfazer os seus desejos mais íntimos; Rosina, ainda virgem que se apaixona pelo Soldado Torteloni, que acompanha o Sargento Belcor; o Padre Angelino que de repente vê a sua aldeia transformada num pandemónio; Tristano, o coveiro que à falta de mortos para enterrar, cultiva legumes no cemitério; a pequena Sofia (uma menina tão expressiva!), sua filha que quando for grande sonha ter a profissão do pai; os camponeses Pietro e Gianni, o velho Contadine,
Isto tudo à mistura só podia dar ou numa coisa muito estranha, ou num cozinhado muito bom. Eu cheguei ao final da peça e lambi os dedos, à espera da sobremesa. E que bem soube a sobremesa…
Sim, uns dedos de conversa com o Diogo Morgado, soube muito bem. Um rapaz bem simpático, muito sorridente e que fez uma cara de espanto quando a Dina lhe mostrou o livro Amo-te Teresa.
Pena as minhas fotos com ele terem ficado todas uma lástima, mas 2 dias seguidos de fotos deslumbrantes, não podia ser, né? Já bastam as fotos maravilhosas que foram tiradas na invasão do dia anterior.
Quanto à peça, vão vê-la. É diversão na certa!
Ficha técnica
Título: O Elixir do Amor
Encenador: Fernando Gomes
Em cena: Centro Cultural Malaposta
Descrição: Numa aldeia, situada nas cercanias de Baiona, Nemorino, um jovem e tímido lavrador, está profundamente apaixonado pela bela Adina, mas o seu amor não é correspondido.
A chegada à aldeia de Belcore, um sargento de guarnição, vai provocar um maior desespero em Nemorino; ousado, o sargento não perde tempo e conquista o coração de Adina.
Mas, inesperadamente, aparece na aldeia o Doutor Dulcamara, que se autoproclama “Benfeitor da Humanidade” e diz ser possuidor dum maravilhoso licor odontológico, um milagroso elixir capaz de curar todos os males: Faz andar os entrevados, alivia os asmáticos, os asfixiados, os apoplécticos, os histéricos e os diabéticos; e de um dia para o outro é remédio santo e cura certa para todo e qualquer mal de amor!
Tão milagroso elixir entusiasma todos os habitantes da aldeia; e Nemorimo vê a chegada do sábio doutor como um sinal do céu; agora, ele tem ao seu alcance a possibilidade de conquistar o amor de Adina.
Elenco: Ana Landum, Diogo Morgado, Elsa Galvão, Hélder Carlos, Isabel Ribas, Jan Gomes, Jorge Estreia, Luís Pacheco, Manuel Coelho, Margarida Nunes, Rafaela Nunes, Rui Raposo
Género: Comédia musical
Classificação: Maiores de 12
Classificação (de 0 a 10): 8,5


















O ano não terminou sem mais uma incursão ao Politeama. Desta vez, estava marcada uma invasão, não sem antes um convívio muito saudável à hora de jantar. Estava era a ver que não chegava a tempo de jantar com o pessoal. Já que, pela 1ª vez, se lembraram de realizador uma corrida de S. Silvestre em plena cidade de Lisboa, onde a Avenida da Liberdade é sempre o palco destes acontecimentos. E estando a avenida cortada ao trânsito, todos os caminhos se entopem e me fazem andar às voltas à procura da melhor forma de deixar o carro seguro, isto num dia que choveu a potes horas a fio. Se já estava constipada, depois de uma aventura destas, ao frio e à chuva (que por acaso deu trégua), só podia ficar pior. Enfim…
Desta vez, as músicas já eram conhecidas e foram entoadas a várias vozes. Tendo como companhia a minha “
O Bernardo para além de ser o líder conflituoso dos Tubarões e de defender os seus ideais a todo o custo, consegue aliar o seu amor para com a irmã e para com a sua amada. E… ainda dançar mambo como ninguém!
Com o final do musical, a animação não ficou no palco, também se fez cá fora. Embora eu não estivesse nos meus melhores dias, que a constipação começava a fazer-se sentir, foi muito bom estar com alguns dos protagonistas da peça.























tinha há algum tempo. Olhar de cima das bancadas lá para baixo e ver tudo cheio de mesas, onde as luzes abrilhantavam o ambiente, foi um panorama bem bonito.