terça-feira, dezembro 12, 2006

Entre Mafra e a Ericeira


Viram o dia de Domingo? Sol, muito sol. Tudo aquilo que eu desejei ao longo das minhas 2 semanas de férias, no Domingo realizou-se, um dia de Primavera, apesar do frio. Já foi no fim das férias, até parece de propósito… mas mais vale tarde do que nunca.
Aproveitei para dar um passeio, daqueles que eu adoro.
Passei em Mafra. Já lá não ia há algum tempo. Fui ao Convento de Mafra. Porque ir a Mafra e não ver o convento, para mim, não é ir realmente a Mafra.
Desde que o convento foi limpo (está de cara lavada) ainda não o tinha fotografado.
Adoro mesmo aquele monumento. É tão imponente!!! Depois é muito trabalhado. Tem cada pormenor, cada relevo.
Comecei a ficar fascinada pelo convento quando li o Memorial do Convento do Saramago. Li-o há muitos anos, pela minha adolescência, e desde aí, que dou imenso valor ao trabalho dispendido para edificar um monumento daqueles. Lembro-me que o livro foi um pouco maçudo de ler, mas a história da Passarola e do significado da construção do convento, ainda hoje me recordo. E no geral gostei de ler o livro, porque retratou aquela época. Foi mais um livro que me ajudou a perceber um pouco mais da nossa história.
Deixando Mafra para trás, fui directa ao Sobreiro. Adoro aquele mundo pequenino!!! Os bonequinhos que mexem, as casinhas típicas, o castelo em miniatura, e claro, o pão com chouriço acabado de sair do forno a lenha. Uma voltinha pela loja de olaria do mestre José Franco e estava a visita terminada.
Chegada à Ericeira, foi estacar em frente ao mar. Uma vista panorâmica espantosa, e por incrível que pareça, nem estava frio. O sol aquecia o ambiente. Lá ao fundo, viam-se as escarpas com neblina a sobrevoá-las. Uma visão do paraíso. Do lado oposto, o hotel reconstruído que dá um toque de requinte à panorâmica. E mesmo à minha frente, o mar em todo o seu esplendor, onde era reflectido um sol radioso, que há dias se escondia por detrás das nuvens.
Fiquei por ali algum tempo, a absorver toda aquela beleza. Pensei diversas vezes, como gostava de ter uma casa com vista para o mar. Todos os dias poder contemplar aquela imensidão de água, poder sentir o cheiro da maresia e cheiro da água salgada. Vale morar no litoral, e poder tirar partido destes passeios à beira-mar, caso contrário, sentiria imensa falta do azul do oceano.
Aqui fica a prova de fotográfica de que foi um passeio muito agradável.

domingo, dezembro 10, 2006

Exposição Star Wars


Desde há 2 fins-de-semana que estava para ir ver a exposição Star Wars que está patente no Museu da Electricidade, em Belém. O pior é que o tempo de lá para cá ainda não tinha ajudado, mas ontem não me impediu de ir, finalmente, visitar a exposição.
Vale bem os 10€ que se paga pela entrada. Não façam é figuras tristes na bilheteira, como a figura que eu presenciei. Um homem saiu de lá a apregoar, em alto e bom som, que era um roubo o dinheiro que lhe estavam a pedir para poder ver a exposição, que era uma vergonha, que a cultura devia ser para todos, enfim… Ficam já avisados que são 10€, mas que para quem é fã ou gostou da saga, são bem empregues.
É muito engraçado ver como a maioria dos efeitos especiais que são usados nos filmes, tudo (ou a grande maioria) foi simulado com maquetas em ponto pequeno: os cenários, os personagens, as naves… Tudo teve uma origem em miniatura. Os desenhos originais de batalhas, das armas usadas, do guarda-roupa, a caracterização de cada uma das personagens, tudo ali se encontra exposto, acompanhado com os sons característicos dos 6 filmes.
Depois tudo isto está muito bem acomodado, mesmo no meio do museu da electricidade, que também temos a oportunidade de visitar a par com a exposição principal que ali me levou. Foi muito giro visitar o interior de uma fornalha, ver como era tratado o carvão e o seu transporte.
Mas a exposição nem estaria completa se não visse personagens como o Mestre Yoda, o peludo Chewbacca, C-3PO, R2-D2 ou o grandioso Darth Vader.
Por ser tudo num ambiente um pouco escuro (o que confere uma atmosfera mais próxima do filme), as fotos ficaram algo escuras ou desfocadas (nada que o uma boa manipulação digital não consiga resolver!!!). Mas não são elas que nos transmitem a sensação de estarmos dentro do filme, o melhor é mesmo ir ver com os próprios olhos e sentir que as pessoas que ali vão são realmente fãs da saga. Encontrei 2 pessoas que traziam malas em forma de cabeças do Darth Maul e do Darth Vader. Spooky!!!
Ainda estive a assistir a um documentário do Making Of e dos efeitos especiais utilizados ao longo das 2 trilogias. Muito interessante.
Não é que tenha sido sempre uma admiradora da saga, o último filme foi o que me marcou e valeu por todos os outros que pouca importância lhes tinha dado. Acreditem ou não, só depois de ver o 3º episódio do Star Wars é que voltei a ver os episódios seguintes e olhei para o Darth Vader como o herói e não como o vilão que sempre me tinha sido apresentado. Voltei a ver os episódios dos finais dos anos 70, e vi como quem os vê pela 1ª vez, já que pouco sabia da história. Conhecia os personagens, mas a sua relação, a história por trás de tudo era-me completamente desconhecida. Posso dizer que a história de amor entre o Anakin Skywalker e a Padmé Amidala é que me fizeram gostar de TODA a saga, o Hayden Christensen, o Ewan McGregor e a Natalie Portman, também, foram uma grande ajuda (são todos os queridos). Fiquei a gostar imenso deles, dos 2 últimos já tinha tido provas que eram excelentes actores, o Hayden foi uma boa surpresa. Não gostei muito do seu papel no 2º episódio da saga, mas melhorou bastante no último filme.
No outro dia dei por mim a pensar que acho o Wentworth Miller, o Michael Scofield do Prison Break, muito parecido com o Hayden Christensen. É certo que o Went é muito mais giro que o Hayden, mas o olhar de ambos é muito parecido, é um olhar muito misterioso e sedutor. Sabem, aquele olhar que o Anakin tinha logo após se passar para o Lado Negro da Força? É o mesmo olhar que o Michael lança aos seus companheiros de prisão quando está a tramar alguma das suas.
Pronto chega de paleio. Vou é publicar algumas das fotos da exposição.


sábado, dezembro 09, 2006

O Codex 632


No outro dia terminei mais um livro, o Codex 632 do José Rodrigues dos Santos. É um excelente livro e recomenda-se.
Não tenho por hábito ler autores portugueses, mas tudo o que tenho lido é de excelente qualidade, e acho que vou começar a procurar mais a nossa literatura.
Este livro foi muito enriquecedor, já que me influenciou de alguma forma. Fiquei a conhecer um pouco mais da nossa história, coisa que na escola não era o meu forte, deu-me a conhecer alguns lugares em Portugal que eu desconhecia. O livro levou-me, por exemplo, à Quinta da Regaleira a qual só conhecia de relatos ou fotografias, fez-me recordar os meus passeios a Belém, e à sua Torre, e fiquei ainda com muita vontade de voltar a visitar o Castelo de S. Jorge ou de ir tomar um cafezinho ao Nicola. Começo a adorar ler um livro e conhecer os lugares que aí são referidos, para depois os conhecer.
O Codex tem uma narrativa variada, tão depressa relata a nossa história, os descobrimentos, a linguística…, como depressa se torna num romance algo ardente. Depois tem as passagens do personagem principal por algumas cidades belíssimas, e tem a história ternurenta de uma menina muito especial e tem um final muito… Eheh, não vou revelar, vão ter de ler o livro para saberem aquilo que eu queria dizer.
Entretanto, já devorei mais 2 livros, Esta Noite Contigo da Joana Miranda (um livro muito soft, de leitura muito agradável e com um final muito interessante) e Juntos ao Luar do Nicholas Sparks (que é sempre igual a si próprio, um romance que relata o amor altruísta). Este ano já é o 2º livro do Nicholas que é publicado. Querem-me levar à falência, só pode…
Entretanto já comecei mais outro, Solteira e Escandalosamente Feliz de Patrizia Gucci, que pelo andar da carruagem depressa "marcha"!! :p

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Relativamente Feia by Smelly Cat


Esta nova série do Gato Fedorento está a ficar cada vez melhor. No Domingo passado foi de rir à gargalhada. O Tiago Bettencourt dos Toranja saiu-se muito bem com a nova versão da sua música, a versão do Zé Diogo Quintela.
Eu que gosto imenso da Carta, no original, achei que a adaptação da letra estava hilariante. E como é que o Tiago conseguiu cantar e tocar a música sem nunca se desmanchar à gargalhada?

Esta é a original:

Toranja – Carta

Agora descubram as diferenças. Qualquer semelhança entre as 2 é pura coincidência!!!


Tiago Bettencourt – Relativamente Feia

Tiago Bettencourt – Relativamente Feia

Não falei contigo
Porque de facto não reparei em ti
Quando entrei na festa do Cajó
Ontem à noite.

É que ao teu lado estava
aquela tua amiga loira com um grande peito
máximos acessos, mesmo gostosa
E eu não olhei para mais ninguém.

Mas depois pensei melhor
E vi, que se calhar,
ela era mesmo muito boa,
Portanto areia de mais para a minha camioneta... e tu não.

Calculei a probabilidade de a levar para casa
E concluí que era só de 0.0000000023%

É que hoje acordei e olhei para o lado:
"Pensei: fiz a escolha certa"
Em vez de ser garganeiro
Trouxe uma miúda do meu campeonato.

E és só relativamente feia...
relativamente feia.

Não chegas aos calcanhares da tua amiga
mas atenção, não és nenhum estafermo,
Eu também não ando aos caixotes
Tenho um mínimo de padrões.

Não são muito elevados, eu sei
Mas, por exemplo, era incapaz
De me fazer a uma totalmente feia
Humm... vai daí, talvez não...

Não tenho é pachorra
Para perder tempo a competir com gajos mais giros,
Espertos e ricos que eu
Pela melhor da festa

Prefiro ir pela certa e contentar-me
Com a 7ª ou 8ª melhor
Que ainda são bastante razoáveis,
Se bem que às vezes tenham pelinhos.

É que hoje acordei e olhei para o lado:
"Pensei: fiz a escolha certa"
Em vez de ser garganeiro
Trouxe uma miúda do meu campeonato.

E és só relativamente feia...
Relativamente feia.
Relativamente feia.

E, já agora, estou curioso,
Deixa ver quantas palavras é que consigo meter,
Que é como quem diz introduzir,
Numa só estrofe desta música, de molde a criar um efeito extremamente engraçado,
Se bem que me faça dor de cabeça.

Olha não ficou nada mal,
Mas agora gastei as palavras todas
E assim fiquei sem nada para dizer.

Lalalala lalalala lalalala
Acho que vou acabar aqui com um
Lalalala lalalala lalalala
Portanto Lalalala lalalala lalalala.

Lalalala lalalala lalalala
Só falta mais um bocadinho
Lalalala lalalala lalalala

É que hoje acordei e olhei para o lado:
"Pensei: fiz a escolha certa"
Em vez de ser garganeiro
Trouxe uma miúda do meu campeonato.

E és só relativamente feia...
Relativamente feia.
Relativamente feia.

Sessão fotográfica à beira mar


Anteontem, nem consegui sair de casa. Com o temporal que estava lá fora aproveitei para ver mais uns filmes e uns episódios do Prison Break. Aquela série acaba comigo, até existem episódios que me fazem chorar em bica (devia ser influência do tempo lá fora!!!).
Ontem o dia acordou com uma cara mais alegre, e logo de manhã saí para ir às compras. As últimas compras de Natal já estão. É verdade, este ano já tenho tudo comprado. Linda menina!!!
À tarde aproveitei para dar um giro à beira mar, com a máquina fotográfica, que não me larga. Apesar de o céu por vezes estar algo encoberto, ainda deu para tirar umas fotos engraçadas.
Corri a Avenida Marginal de lés a lés, ora a pé, ora de carro. Deu para perceber que grande parte da avenida está em obras constantes. É certo que depois de terminadas, vai haver mais espaços ajardinados, com bancos virados para o mar, que proporcionarão óptimos momentos de lazer, mas até estar tudo concluído é um estorvo. Aliás, entre a praia de Carcavelos e a da Torre, estão ali instaladas umas obras que devem durar há sensivelmente 2 anos. Espero que o resultado final valha tanto tempo de lama, buracos e pó.
Eu tinha por hábito, ir muitas vezes almoçar a um barzinho que está ali muito próximo da areia, mesmo ao lado do forte, o bar Os Gémeos (já agora, faço publicidade). Mas desde que começaram as obras, é sempre um caos para se estacionar e já há algum tempo que lá não vou. O que é uma pena, porque eles servem uns hambúrgueres deliciosos. Depois está mesmo situado junto à areia, e no Verão sabe tão bem ir lá almoçar na esplanada, bem como no Inverno, nos dias em que está sol é uma maravilha, porque dá para contemplar o mar e que o Verão chegue novamente.
Aqui há uns tempos tive lá um jantar de despedida de solteiro. Isto foi em meios de Junho, quando o tempo já estava a aquecer, os dias já eram mais longos. Foi muito bom, estar na galhofa, a acompanhar tudo com umas bebidas geladinhas, de frente para o mar e para a areia, e o pôr-do-sol no horizonte. Há lá coisa melhor?!?!?
Mas aqui fica uma pequena amostra das fotos que fui tirando ao longo do passeio.



PS: Até parece que adoro fotografar o céu e as nuvens, mas é pura ilusão!!!