quarta-feira, dezembro 03, 2008

West Side Story – o elenco


Claro que se impunha um post dedicado ao elenco maravilhoso deste grandioso Amor Sem Barreiras. Aproveito ainda para deixar alguns agradecimentos especiais.
Preparem-se para ler, se é que têm paciência de ler tudo o que se segue. ;)
Ora então o que dizer da Maria? Vi-a ser deslumbrantemente interpretada pela Bárbara Barradas, e ela está isso mesmo, um autêntico deslumbro. Tem uma presença muito fresca, talvez não tenha um ar tão inocente quanto a Natalie Wood nos transmitiu, mas a Bárbara canta muito mais que a Natalie (que viu a sua voz dobrada no filme!). Ela é encantadora e é só fazer vibrar as cordas vocais que ficamos colados à cadeira. Que potência!
O Tony, que o Rui Andrade tão gentilmente vestiu a pele, é mais uma figura enternecedora em palco. Tal como a Bárbara, tem uma voz de arrepiar um calhau. Como é possível, 2 jovens como eles, na flor da idade, terem já aquele aparelho vocal? Asfixiante, no sentido em que ficamos mesmo de respiração cortada ao ouvi-los. E a química que eles têm? Aquela cena mais íntima arrepia os cabelos e dá um friozinho (as tais borboletas) na barriga. Confesso que gostei mais de ver o Rui que o Richard Beymer no filme.
A Anita, que para mim será sempre a personagem principal feminina, foi interpretada pela Anabela que já nos habituou a ser sempre exemplar em tudo o que faz, ou não fosse sempre uma das grandes apostas do mestre. Nela (Anita) tenho a destacar o seu ar confiante, e as suas roupas que lhe assentam sempre tão maravilhosamente. A voz, essa já todos conhecemos, sempre no tom, sempre de fazer parar o trânsito (apesar do trânsito nunca ter parado no alto da ponte!), sempre a sua doce voz. Um papel que lhe assenta muito bem, e mesmo com a sua cara de menina, vestida na Anita, ela deixa se ser essa menina, e passa a ser a mulher que lhe é exigido ser. Dança tão bem quanto canta e conjugando as 2 qualidades fica aquilo que se viu, perfeita!
O Bernardo, o grande Pedro Bargado (preciso pagar direitos de autor, Su?) que consegui finalmente ver em palco. Estava mais do que ansiosa para o ver, para o ouvir, para sentir todo aquele carisma em palco. E digo que em nada, mesmo nada ficou aquém das minhas expectativas. Sedutor, encantador, conflituoso, cheio de ódio, mas ao mesmo tempo cheio de amor para distribuir pela irmã (a Maria) e pelo seu grande amor (a Anita). A voz, a sua voz sublime, já a conhecia das suas excelentes músicas, mas unir a voz à sua representação tão forte, à sua arte de dançar, e a todo o figurino que são as suas vestes, é algo que não consigo descrever por palavras. Há que ir ver e conferir pessoalmente. Da próxima vez, vamos cobrar os nossos beijinhos, Pedro, vais ver! ;)
O politicamente incorrecto Tenente Schrank era uma das personagens que eu mais ansiava ver. O sr. Carlos Quintas é um dos actores portugueses que mais admiro no panorama do teatro. É um actor formidável, muito versátil, qualquer papel nele parece ganhar uma nova vida e é também muito carismático. No final da peça deu-nos o prazer de o cumprimentarmos e felicitá-lo pelo seu papel, que apesar de ser muito curto (para o meu gosto) é marcante. Obrigada, sr. Quintas!
Snowboy é a personagem de Sérgio Lucas, o merecedor vencedor de uma das edições de Ídolos. Sempre gostei imenso da sua voz, e já no papel do apóstolo Simão em Jesus Cristo Superstar adorei vê-lo. Este seu Snowboy é um dos elementos do gang Jactos. O Sérgio tem uma música aqui na peça, a “Cool” no original, que penso tenha ficado “Calma” em português, que resultou muito bem no filme, mas penso que tenha resultado melhor ainda no Politeama. Nesta altura entraram no palco 2 motos que penso serem Harley Davidson, todas polidinhas e lindas, lindas!!!! Adorei mesmo esta cena e com o Sérgio a liderá-la, muito melhor.
Tenho ainda de destacar o papel, pequeno é verdade, do David Ventura, um dos nossos Cristos em Jesus Cristo Superstar. Aqui no papel cómico de Glad Hand, onde interpreta o coordenador do baile onde Maria e Tony se conhecem. É um homem muito inseguro e que gagueja a torto e a direito. Só posso dar os meus parabéns ao David pela sua excelente interpretação. Pena mesmo que não tenhamos ouvido os seus dotes vocais e que ele mostrou serem grandes dotes no seu anterior papel.
Refiro, também, a personagem que o Tiago Diogo fez, o líder dos Jactos, Riff, que é protagonista a par com o Bernardo, de uma das cenas mais intensas de todo o musical. Vê-los “debaterem-se” ao longo da peça, é algo muito forte.
Não, claro que não me esqueci do Action, do meu querido Ruben Varela. Ele (Ruben) é um dos grandes culpados por me ter tornado uma apreciadora incontrolável de musicais. Posso não ser totalmente isenta desta opinião, mas de qualquer forma vou opinar. O Action é, para mim, a personagem mais cómica de todo o musical. Ele é um personagem revoltado, conflituoso, e sempre pronto para a… PORRADA!!!!!!!! De partir a rir quando ele faz cara de mau e quer partir tudo o que se mexa. Tudo nele é cómico (e espero que não me leves a mal o que vou dizer, pois tudo tem a ver com a tua personagem), a sua expressão de mauzão (que chega mesmo a meter medo), as suas roupinhas que são muito catitas, cheias de cor, fatinhos azul “pitróil” e cor de grão (Papiro as expressões são tuas e eu acho que nada melhor poderá descrever o figurino!!!), os ténis e os jeans azuis escuros com virola que lhe assentam tão bem, aquela camisa com um grande J de Jactos, a sua pulseira de couro também com o famoso J, as suas intervenções sempre com voz de raiva e ódio… Simplesmente, fe-no-me-nal!!!
Não sei se foi impressão nossa, mas numa parte em que o Tenente Schrank insulta a mãe do Action, ele revolta-se de tal maneira que é agarrado pelos colegas, aí pareceu-nos que o Ruben teve de se retrair um pouquinho, pois os restantes Jactos não o conseguiram segurar devidamente. Não é fácil travar o Ruben, mesmo em cima do palco, está visto!
A ti, Ruben, te dirijo umas palavras especiais. És um grandioso actor (e não me refiro à tua altura, ouviste?!?!), és um brilhante cantor, e agora provaste que também sabes assobiar, estalar os dedos, saltar e dançar sublimemente. Todo o cansaço (físico) acumulado, todo o teu esforço, todos os quilinhos que se foram, todo o teu suor e empenho estão ali espelhados no teu magnífico Action. Ainda bem que não és nenhum Sansão, cuja força está no cabelo comprido. Mudaste de visual (cortaste o cabelo) mas a tua garra continua. :)
Obrigada por nos transportares para outra dimensão quando estás em palco. Obrigada por todo o teu carinho. Obrigada por nos teres “aturado” e por nos continuares a “aturar”. Obrigada pelo “chat” que nem mesmo o frio conseguiu arrefecer. Muito obrigada por tudo. E já sabes, tens aqui uma admiradora que nunca te esquece. Desejo que alcances todo o sucesso que mereces.
Espero que depois do que te disse, não me ofereças também PORRADA!!!!
Felicitações a toda a equipa de artistas que participa nesta mega produção que não pode ficar nada atrás das realizadas lá fora.
O mestre La Féria tem mais esta aposta ganha.
Todos ao Politeama!!! Eu vou regressar, muito em breve.

terça-feira, dezembro 02, 2008

West Side Story em cena no Politeama – apreciação geral


Nem sei muito bem por onde começar. Foi tudo tão intenso, as emoções estavam em turbilhão, acho que foi tanta coisa maravilhosa junta, que ainda não consegui absorver tudo o que aconteceu.
Logo à chegada, fico deslumbrada com os cartazes gigantes que enfeitam todo o perímetro do teatro. Muita gente já lá estava, apesar de ameaçar chuva a qualquer momento. E à porta vejo o Rui Andrade, uma foto foi inevitável, claro!!!! Desculpa Rui apanhar-te de surpresa. ;)
Lá dentro o ambiente era já muito animado, com o mestre La Féria a distribuir autógrafos. Não resistimos, e ficámos com um para nós. Ao escrever o meu nome brinda-me com isto: “Estela, como uma Estrela!!!” (ou algo parecido!). Devo ter corado até à raiz dos cabelos. E ele então que fala pouco baixo!!!
Era chegada a altura de ocupar os lugares e dar uma vista de olhos ao ambiente. Tudo muito composto, sala cheia, tão cheia que o início da peça atrasou um pouquinho.
Sobe o pano e eu a Papiro em completo êxtase… Os 1ºs segundos são de completo encantamento. O cenário é uma réplica da cidade de Nova Iorque, ali em pleno palco do Politeama. Logo aí se consegue ter bem presente os 1ºs minutos do filme original de 1961.
Entram os actores em cena, e entre eles lá estava quem nós tanto ansiávamos ver, não menosprezando todos os outros, claro! Os assobios, o estalar dos dedos, os movimentos no campo de jogos, as roupinhas tão revolucionárias na altura, tudo, tudo, tão bem combinado, tudo escolhido a dedo, tudo a encaixar numa harmonia perfeita. Fiquei desde logo completamente rendida, extasiada (acho que falo por ambas)…
Ver uma peça onde já conhecemos os actores, a história e as músicas (ainda que as originais) tem um gostinho especial. No Jesus Cristo Superstar eu ia completamente às escuras, apesar de conhecer algumas músicas sem sequer o saber. Ver entrar em palco aqueles actores que mais admiramos e os que não conhecemos mas estamos ansiosos por tal, é sempre um momento emocionante e que dá vontade, desde logo, de aplaudir. Vê-los interpretar aqui papéis completamente distintos dos visto antes é algo delicioso, pois ainda temos enraizadas as suas anteriores personagens.
É chegado o intervalo e já tínhamos as emoções à flor da pele, com a cena que tínhamos acabado de presenciar. Completamente arrepiante!!!
Sobe de novo o pano, e somos surpreendidas por um “Sou tão gira!!!”. Já não estávamos contar com ela, mas afinal, lá estava.
Quando dou pela cena derradeira penso para comigo que não pode ser já o fim! Isto pouco tempo antes das lágrimas me escorrerem pela face abaixo. Acho que pela 1ª vez não fiz caso das lágrimas e deixei-as correr, ao mesmo tempo que tentava apreciar os últimos momentos…
As 2 horas que devem ter sido a peça, passaram num ápice. E se há alguma coisa a apontar a este espectáculo será o facto de ver muito curto (para o meu gosto!). É um show grandioso, com um elenco algo extenso, que faz com que certas vozes não possam ser aproveitadas no seu todo.
Mas como soube a pouco, esta foi apenas a 1ª visualização da peça. Muitas mais se seguirão. Politeama, aqui vou eu!!!
Depois destas emoções todas, era tempo para outras talvez até mais intensas…

O Musical
“West Side Story” parte do grande clássico shakespeariano “Romeu e Julieta”, cuja agitada Verona é transposta para o contexto da rivalidade entre duas comunidades rivais dos bairros ocidentais da “Big Apple”, os quais acolheram o fluxo de imigrantes que rumaram para os Estados Unidos à procura do “sonho americano”.
“West Side Story” revolucionou o musical com a extraordinária partitura do grande compositor Leonard Bernstein e a genial coreografia de Jerôme Robbins, sendo até hoje considerado o maior sucesso da Broadway.

Sinopse
À semelhança do que acontece em “Romeu e Julieta” de Shakespeare, “West Side Story” apresenta Tony, antigo líder do gang de brancos anglo-saxónicos chamados Jets, apaixonado por Maria, irmã do líder do gang rival, os Sharks, formada por imigrantes porto-riquenhos. Um amor sem limites nasce entre o ódio e a rivalidade dos dois gangs e dos seus códigos de honra, tal como a desavença histórica entre os Capuletto e os Montechio da tragédia shakespeariana.

O elenco
Bárbara Barradas (Maria)
Cátia Tavares (Maria)
Rui Andrade (Tony)
Ricardo Soler (Tony)
Pedro Bargado (Bernardo)
Anabela (Anita)
Lúcia Moniz (Anita)
Carlos Quintas (Tenente Schrank)
Alberto Villar (Doc)
David Ventura (Glad Hand)
Tiago Isidro (Sargento Krupke)

os Jactos
Tiago Diogo (Riff)
Ruben Varela (Action)
Jonas Cardoso (Baby John)
Sérgio Lucas (Snowboy)
André Lacerda (A-Rab)
Eduardo Bettencourt (Diesel)

os Tubarões
Carlos Martins (Chino)
João do Nascimento (Toro)
Pedro Mascaranhas (Luís Arruza)
Daniel (Jordão)

elas
Cátia Garcia (Anybodys)
Helena Montez (Consuelo)
Carla Janeiro (Velma)
Vera Ferreira (Graziella)
Cláudia Soares (Estella)

Considerações finais
Dina e Su, desta vez, acho que não cometi nenhuma argolada. Por favor, corrijam-me se estiver enganada. Isto com o passar do tempo ao vosso lado vai-se aprendendo algumas coisas.

Obrigada a todas por me deixarem acompanhar-vos nestas andanças que me limpam a alma.

Um agradecimento especial à Papiro que me acompanhou (ou terei sido eu a acompanhá-la!) nesta fabulosa aventura.

Um outro agradecimento, também ele muito especial, ficará para o próximo post, que tarda em me sair direito.

domingo, novembro 30, 2008

Nota de final de dia


Simplesmente, fan-tás-ti-co!!!
Para quando a próxima tarde/noite assim? Venha a invasão e rápido...

Muito obrigada, psiquiatra Action!!!

Em contagem decrescente #3


É irresistível dizer isto... Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!
É hoje, é já daqui a pouco, está mesmo aí à porta.
Estou tão feliz!!!
Vai ser liiiiiiiiiiiiiindo!!!
Weeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!

PS: As borboletas ainda cá andam, ihihih!

sábado, novembro 29, 2008

Em contagem decrescente #2


É já amanhã!!!! Ai só de pensar amanhã por esta hora…
Weeeeeeeeeeeeeeeeee!!!
Acho que esta noite nem vou conseguir dormir bem.
Como estará a correr? Estou em pulgas!
Muita m**** para todos!!!!!!!!!!!!

PS: Sim, o friozinho na barriga teima em não passar.

Desafio: os 8 sonhos


Mais um desafio que a menina CSS me lançou.

Regras:
- Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer;
- Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder;
- Comentar no blog de quem nos convidou;
- Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “convocatória”;
- Mencionar as regras.

Aqui deixo os meus sonhos mais imediatos e que hoje toldam a minha vida, amanhã poderei ambicionar outras coisas.

Os 8 sonhos:

- Sonho em viajar muito, conhecer os cantos mais bonitos e encantadores deste nosso planeta azul;
- Sonho em poder ver uma grande variedade de musicais, dos mais famosos mundialmente, aos menos conhecidos, mas igualmente cheios de qualidade;
- Sonho fazer bons e verdadeiros amigos e que o calor humano sempre abunde para os meus lados;
- Sonho um dia ainda vir a saber tocar viola, guitarra e piano;
- Sonho poder continuar a assistir a todos os espectáculos que vão surgindo por cá e até lá fora;
- Sonho, e em jeito de resumo, ser feliz e fazer feliz as pessoas que se possam de alguma forma relacionar-se comigo. Conseguindo isto, quer dizer que terei realizado muitos dos sonhos que descrevi atrás. ;)

Agora sintam-se desafiados e respondam por vocês.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Em contagem decrescente #1


E já começou, mas para mim só daqui a umas horas (sim, vou contar as horas) irei conferir tudo o que ando a acompanhar desde há, sensivelmente, 2 meses.
Ai o sucesso que vai ser!!!!!!!!!!

PS: E o friozinho na barriga que já tenho...

quinta-feira, novembro 27, 2008

Classificados ao vivo (round #1)


O Domingo passado (mais um dia memorável) foi, também, dia de ver os Classificados ao vivo.
Eles são a banda portuguesa que mais me surpreendeu no panorama português dos últimos tempos. Acho que a nossa música está a desabrochar e já conseguimos ter aí música muito boa.
Os Classificados destacam-se pela simplicidade da sua música, pela musicalidade das letras, pela simpatia que imprimem ao vivo e pelas boas vibrações que me transmitem.
Desde o Verão que os ouvia esporadicamente e quando soube que iam promover o seu concerto na Aula Magna, fiquei muito curiosa para os conhecer. E no Domingo apesar ter tido uma mini-amostra do que é um concerto deles, foi um excelente augúrio para o espectáculo que irão oferecer.
Bastou os seus acordes no soundcheck para perceber que a música deles se apropria muito para espectáculos ao vivo. E depois de começar a ouvir a voz do Serafim, temos essa certeza. Ele é a simpatia em pessoa, liga-se imenso ao público, e não foi uma nem 2 vezes que nos dirigiu um grande sorriso e muitos piscar de olhos. Claro que o fórum da Fnac é um espaço muito mais intimista e propício a concertos mais “familiares”, mas tenho a certeza que o concerto na Aula Magna vai ser grandioso.
Ainda consegui um convite duplo para o concerto, o que me deixou radiante. Acho que teria comprado os bilhetes logo após esta amostra de músicas, pois a curiosidade de os conhecer num espectáculo à séria foi largamente despertada.


Uma breve apresentação da banda:

Os Classificados são uma nova banda do Porto, que editam o seu 1º álbum a 28 de Abril. Do álbum de estreia fazem parte 11 canções.
A sua música reflecte uma sonoridade Pop/Rock, com ambientes distintos, ora energéticos, ora intimistas, onde a palavra assume um papel crucial na caracterização de personagens e cenários, que fazem parte do nosso imaginário urbano. Cintando o autor “é como peças soltas de uma banda sonora em construção”.
Inspirado nas reveladoras páginas dos jornais com o mesmo nome “Classificados”, desfilam ao longo das 11 canções, personagens do nosso imaginário urbano. O 1º single chama-se “Rosa” e retrata o acto solitário de um homem que escreve o nome da mulher amada por toda a cidade. Aparentemente, a mulher desconhecida, poderá nem sequer existir, ou viverá em todas as que dos seus amantes lerem o seu nome. Mas há mais ficção, ou verdade ficcionada nas páginas dos “Classificados”. Vendedores de sonhos, amantes, loucos, videntes, mãos que amam e matam, segredos, promessas, e tantas mais artimanhas e predicados que nos amarram na sequiosa teia das relações humanas.
Serafim Borges assina todas as composições, letras do álbum e ainda a produção, e gravação do álbum, finalizado em Nova York, nas mãos do experiente engenheiro de masterização George Marino, que tem o seu nome associado a projectos como os Coldplay, Jimi Hendrix, Lenny Kravitz e tantos outros.
A sonoridade dos Classificados é diferente, consistente e experimental.

Membros:
Serafim Borges – Voz
Sérgio Silva – Bateria
Pedro Ferreira – Baixo
Paulo Gomes – Piano e Rhodes


Aqui deixo um vídeo de um dos pontos altos desta actuação:


Classificados – Um Segredo Fechado

domingo, novembro 23, 2008

Madagáscar 2 em antestreia


Um Domingo fantástico e mais um dia inesquecível que terá prolongamento daqui a uns dias.
O dia começou cedo, com a antestreia do filme Madagáscar 2. Ontem estive durante a tarde a ver o 1º filme, porque ainda não o tinha visto. Confesso que esperava mais do filme (neste caso, estou a falar do 1º filme). Tem cenas engraçadas, e os Lémures são mesmo muito divertidos, mas nada de ir às lágrimas de riso.
Agora este 2º filme é uma ternura, é muito divertido, tem cenas hilariantes, tem diálogos e cenas bem parvas, mas são de partir o coco a rir. Os Lémures, continuam em alta e são os protagonistas das melhores cenas do filme.
Os pinguins também estão muito bem. Até um romance entre um deles e uma boneca de madeira temos.
E os 4 amigos continuam muito bem. O que mais me despertou a atenção foi a voz da girafa Melman, como vi a versão traduzida, a voz dele é a do Bruno Nogueira. Ver o Melman, e associar a voz à pessoa do Bruno, é completamente cómico. É que a girafa é alta e super magra, coisa que o Bruno também é!!!
Vão, em família ver este filme, porque, apesar de ser muitas vezes estúpido, vão sair da sala de cinema muito bem dispostos.

Ficha Técnica
Título português: Madagáscar 2
Título original: Madagascar: Escape 2 Africa
Realizador: Eric Darnell, Tom McGrath
Descrição: Alex, o leão, Marty, a zebra, Melman, a girafa, Glória, a hipopótamo, os pinguins, Maurício e o Rei Juliano continuam juntos nesta nova aventura. Mas também continuam perdidos... nas margens distantes de Madagáscar. Mas os amigos náufragos nova-iorquinos resolvem tentar regressar ao seu antigo lar e para isso engendram um plano louco. Com um espírito militar, os pinguins consertam o que resta de um velho avião que se despenhou em Madagáscar. A improvável tripulação consegue levantar voo, mas será que o avião se vai aguentar no ar até Nova Iorque? Claro que não. A única coisa que conseguem é ir parar ao local mais selvagem de todos, ao coração de África, onde os antigos habitantes do zoológico de Central Park conhecem pela primeira vez animais da sua espécie que vivem no seu habitat natural. É uma ocasião única para reencontrarem as suas raízes, e Alex, Marty, Melman e Glória descobrem as diferenças entre a sua antiga "selva de betão" e o "continente negro". Mas será que África é um sítio melhor para se viver que a sua querida Nova Iorque?
Actores: Ben Stiller (Voz), Bernie Mac (Voz), Jada Pinkett Smith (Voz), Sacha Baron Cohen (Voz)
Género: Animação, Comédia
Ano de Lançamento: 2008
Duração: 89 minutos
Classificação: Maiores de 6 anos
Classificação (de 0 a 10): 7


Madagáscar 2 trailer

sábado, novembro 22, 2008

Body of Lies em antestreia


Só me apetece dizer: “This movie is so f****** great”!!!!!!!
Bolas, há já algum tempo que não via um filme em antestreia que adorasse tanto como este Body of Lies (O Corpo da Mentira). Pronto ok, é do Ridley Scott, tem o Rossell Crowe, mas tem um grande senão, o Leonardo DiCaprio. E aqui sim, eu vi um DiCaprio a ser o actor que sempre esperei que ele fosse. Aqui sim, fez um papel de homenzinho.
Baseado no livro do jornalista do Washington Post, David Ignatius, especializado no Médio Oriente, Body of Lies fala-nos de Roger Ferris (Leonardo DiCaprio), um agente sob disfarce da CIA no Médio Oriente, que se propõe desmantelar uma rede terrorista que ataca a partir da Jordânia. O seu trabalho, que o obriga a adoptar múltiplas personalidades e inclusive a falar árabe, leva-o a vários pontos do globo, e é coordenado pelo agente da CIA Ed Hoffman (Russel Crowe). Conta ainda com a ajuda do chefe da inteligência jordana (Mark Strong), com o qual formou uma aliança muito interessante.
Neste filme tudo, ou quase tudo, é deveras interessante. Começando pelas personagens. Leonardo DiCaprio está muitíssimo bem. Num papel que faz lembrar muito o que interpretou em O Diamante de Sangue (ok, nesse ele não era tão eticamente correcto), conseguiu-me verdadeiramente convencer. Agora sim, está feito um actor, um excelente actor aliás. Cresceu, não só em termos interpretativos como em aparência. Aquela carinha de menino rebelde começa a ser substituída por uma de homenzinho mais ou menos bem parecido. Mas é como um grande actor que começo a vê-lo.
Quanto a Russell Crowe já sabemos que qualquer interpretação sua só poderá ser um sucesso. Aqui num papel que poderá não exigir muito dele, mas que não é por isso não nos deixa de impressionar.
Agora o que quero realmente destacar é o papel e consequentemente a interpretação de Mark Strong. Não só o seu papel foi para mim o mais marcante de todas as personagens, como achei que ele estava um autêntico charme. Fez um líder muito sexy e muito possante, com uma personalidade muito forte que me conquistou desde logo. A sua personagem só pecou uma coisa, não aparecer com tanta frequência em cena como eu gostaria.
Até o interesse amoroso da personagem do DiCaprio, interpretada por Golshifteh Farahani, esteve muito bem. É uma personagem que dá ainda mais credibilidade ao argumento e ao mesmo tempo ainda embeleza o elenco.
Os cenários, apesar de na maioria serem áridos, são sempre muito variados. Até uma passagem pelo Dubai tivemos o prazer de ver.
Li algures que este filme tem uma das cenas de tortura mais bem conseguidas dos últimos tempos. Lá que é violenta, isso é. Dá vontade de nem olhar para o ecrã, com tanta impressão que mete. Mas que está muito bem, isso está!
O argumento está muito bem escrito, cheio de passagens interessantes, com muitos twists e uma história que nos deixa a pensar sobre a complicada situação no Médio Oriente. O filme conseguiu-me surpreender pela positiva. Até quando pensava que se estava a tornar algo cliché, temos um twist que me deixou de boca aberta.
Não deixem de ver, pois é um excelente filme.

Ficha Técnica
Título português: O Corpo da Mentira
Título original: Body of Lies
Realizador: Ridley Scott
Descrição: Ex-jornalista ferido na Guerra do Iraque, Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) é recrutado pela CIA para descobrir um líder terrorista que opera na Jordânia. Para se infiltrar na rede, Ferris tem de conquistar os apoios do agente veterano da CIA Ed Hoffman (Russel Crowe) e do chefe das Informações da Jordânia, que pode não ser tão honesto quanto parece. Será que Ferris pode confiar plenamente nos seus aliados sem pôr em risco toda a operação e a sua própria vida?
Actores: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong
Género: Drama, Acção
Ano de Lançamento: 2008
Duração: 128 minutos
Classificação: Maiores de 12 anos
Classificação (de 0 a 10): 9


Body of Lies trailer

quinta-feira, novembro 20, 2008

E assim se faz um homem...


Depois de passar uma excelente noite a contemplar este senhor, que é o charme em pessoa...

(Mark Strong)

... chegam os meus sonhos e ainda sou presenteada com esta aparição divina.

(Jude Law)


PS: Só me faltou mesmo sonhar com um Adónis que nunca mais acaba, o que não seria a 1ª vez...

quarta-feira, novembro 19, 2008

Há dias...


... em que parece que todos os semáforos ficam vermelhos à nossa passagem!!!

terça-feira, novembro 18, 2008

A minha máquina #1


É linda, é compacta, é eficaz, é de excelente qualidade e é minha!!!
Ai, agora é que vai ser. As invasões nunca mais serão as mesmas comigo a fazer de fotógrafa... ou então não!!!


domingo, novembro 16, 2008

Concerto 10 anos da Fnac @ Pavilhão Atlântico


Na 6ª-feira também foi dia de concerto. Na comemoração dos 10 anos em Portugal, a Fnac brindou-nos com um concerto no Pavilhão Atlântico, onde se fizeram ouvir Peixe: Avião, Rita Redshoes, Deolinda, Clã e os grandiosos Xutos e Pontapés.
O concerto começou cedo, cedo demais até, pois nem consegui ouvir 1 minuto da 1ª banda que é para mim uma completa desconhecida, Peixe: Avião. Acho que nem os consegui ver em palco, pois estava eu a chegar e eles a sair.
A eles seguiu-se Rita Redshoes, que tinha visto na 2ª-feira no concerto do David Fonseca. Desta vez deu para ver o que é um concerto seu a solo. Confesso que não conhecia de todo a sua música, apenas se contavam 2 músicas do seu reportório que eu conhecia. Durante a tarde da 6ª andei a cultivar-me e ouvi o seu álbum. Confesso que é um tipo de música demasiado calmo para o meu gosto, mas são músicas “ouvíveis”. Ao vivo tinham-me dito que ela tinha uma grande presença em palco, mas não deu para sentir isso, apesar disso gostei do seu concerto, pois as músicas ao vivo obtêm um ritmo que não têm as de estúdio. A sua voz foi agradável ao ouvido.
Os Deolinda, que tinha grande curiosidade em ver, foram a 3ª banda a subir ao palco. Não é todos os dias que vimos os técnicos montar uma sala acolhedora onde nem as fotos de família e os naperons são esquecidos, para daí a uns minutos termos uma banda a tocar naquele cenário. Já tinha ouvido alguma coisa da sua discografia e daquilo que ouvi a 1ª impressão foi que não é um estilo de música que eu ouça no dia-a-dia, mas que poderá ser o mais parecido com fado que alguma possa ter gostado. As letras do mais trivial possível são o encanto das suas músicas, cujo ritmo pode nem ter nada de especial, mas que fazem toda a diferença. A Ana Bacalhau, a vocalista, parece uma menina contadora de histórias, já que cada uma das músicas tem uma pequena história, que ela faz o favor de nos pôr a par. Algumas das músicas, apenas tinha ouvido uma vez, mas por ter uma letra tão característica consegui acompanhá-las. Resumindo, estes meninos têm futuro, até porque já conseguiram dar um novo ar ao nosso panorama musical.
Os Clã chegaram de seguida. Confesso que a sua música nunca me encantou e como a noite já ia avançada, houve alturas que tive mesmo de me obrigar a acompanhar e dançar ao ritmo da música, mesmo sem vontade, para espantar o sono. Não é que a sua actuação fosse apática ou monótona, muito pelo contrário, foi um grande espectáculo de luz e cor, e a Manuela Azevedo tem muita garra, eu é que não conheço as letras ou as músicas. Tirando a “Problema de Expressão”, mais nenhuma música conseguiu arrancar-me a letra dos lábios.
O melhor estava reservado para o final. Nunca tinha visto os Xutos ao vivo e todos me diziam que eles dão um show do caraças. Escusado será dizer que tinha imensa curiosidade em vê-los. Os Xutos são daquelas bandas que sempre gostei, mas nunca procurei a sua discografia. Conheço as músicas mais antigas e as mais famosas e fico-me por aí, pensava eu. O que é certo é que só houve 2 músicas que não sabia a letra por inteiro. Está certo que eles tocaram as que o público está sempre à espera de ouvir, mas são precisamente essas que dão a fama aos concertos destes senhores do rock.
Bastou o Zé Pedro e o Tim entrarem em palco, para o público ir à histeria. Não me esqueço no intervalo de uma música, o público começou a puxar pelo Tim: “E salta, Tim… e salva Tim… olé… olé!!!” e o Tim faz-lhes mesmo a vontade, começando a saltar. Lindo de se ver a empatia do público com eles. A forma como o Tim se dirige ao público é também algo que não estamos a habitados. Saudou-nos com um: “Como estão, pessoal?”, até parece que estávamos entre amigos e ele se dirigia a velhos conhecidos.
Outra coisa que me ficou no ouvido foi a potência da guitarra do Zé Pedro. Fez-me, novamente, querer muito saber tocar daquela forma.
Quanto às músicas, pareceu-me que tocaram todas as que eu fui ali para ouvir, não me lembro de ter ficado nenhuma de fora. Desde os “Contentores”, “À Minha Maneira”, “Maria”, passando pelo ”Circo de Feras”, “O Homem do Leme” ou “A Minha Casinha”, tudo ali foi cantado por milhares de pessoas, tendo como suporte a voz do Tim e as guitarras e a bateria dos Xutos. Até o Kalú teve o seu momento de glória.
A única coisa que não gostei deste concerto foi o seu tempo reduzido. Pareceu-me que foi o concerto mais pequeno de ali vi, pois foi aquele que vi passar mais avidamente e que vivi mais intensamente.
Depois de uma noite destas só tenho de agradecer à Fnac.

Peixe: Avião


Rita Redshoes


Deolinda


Clã


Xutos e Pontapés

quinta-feira, novembro 13, 2008

David Fonseca @ Casino de Lisboa


A noite de dia 10 de Novembro de 2008 esteve recheada de coisas inesquecíveis. Depois da tão esperada sessão de autógrafos com o Nicholas Sparks, havia chegado outro momento alto da noite, o concerto de David Fonseca no Casino de Lisboa.
Yahh, para quem, antes de ir trabalhar para o centro da animação, nunca tinha entrado no Casino de Lisboa, está-se a tornar um hábito passar lá as noites, e não é a jogar, o que é bem melhor. ;)
Depois de, talvez sejam já, 10 anos, voltei a ouvir o David Fonseca ao vivo (sim eu disse ouvir, porque vê-lo foi só de raspão!). Desta vez foi a solo, já que da 1ª vez, ele se fazia acompanhar pelos restantes elementos dos Silence 4.
Abrindo aqui um parêntesis: Esse concerto dos Silence 4 foi algo caricato. Primeiro, há que referir que foi um concerto ao ar livre, num relvado, em pleno Verão, e que foi completamente à borla. A 1ª parte foi preenchida pelas Delirium, que na sua composição tinham, entre outras, a modelo Mónica Sofia (respectiva esposa do Rubin) e a grande Laura Rodrigues (a Madalena do musical Jesus Cristo Superstar). O público foi apanhado de surpresa, não estava a contar com a girls band, pois não tinham sido anunciadas. Todos queríamos era ouvir os Silence 4 e às tantas só se ouvia o público clamar pelo David. Elas foram mesmo corridas do palco, ao fim de aguentarem 3 ou 4 músicas. Como se isso não bastasse, a meio do concerto dos Silence 4, os aspersores que regam a relva começaram a jorrar água. Escusado será dizer que o concerto foi interrompido e as pessoas começaram a dispersar… O problema é que a água continuava a brotar e até já os instrumentos começavam a ficar húmidos. Passado algum tempo lá desligaram aquilo e o concerto continuou. Mas o público desta vez estava atolado em lama… eu estava atascada em lama. Um espectáculo não muito bonito de se ver. O David Fonseca ainda hoje fala deste episódio quando lhe pedem para contar algo inesperado que lhe tenha acontecido, eheheh!!!
De volta ao concerto fantástico no Casino, diz quem viu, que o rapaz é um one man show e agora depois de ver os vídeos da net, só posso concordar.
É verdade, o Casino estava à pinha e só conseguia ver o David ou por entre as pernas da multidão ou pelos ecrãs gigantes. No final, lá tive uma aparição. Sim era mesmo o David Fonseca no palco, eu já a pensar que era uma gravação, tudo o que tinha ouvido até ali, mas não, ele estava lá mesmo. A Rita Redshoes só lhe vi a cabeça por trás do piano.
Adorava conseguir-me lembrar da setlist para a publicar, porque o concerto esteve sempre ao rubro com todas as músicas conhecidas e carregadas de energia. Sei que o último álbum foi quase todo debitado, e eu agradeço-lhe por isso, pois adoro-o!!!
Não conhecia a música “Adeus não afastes os teus olhos dos meus” cantada em português, mas foi das que mais gostei de ouvir, sem falar na mítica “Angel song”, que foi cantada a plenos pulmões pelo público.
Ainda fomos surpreendidos pelo espectacular “Vídeo killed the radio star” que serviu de introdução e conclusão da “The 80’s”. As surpresas não se ficaram por aqui, pois ainda fomos brindados com a “Together in electric dreams”. E já que parecia uma noite muito 80’s, o David tocou a sua versão de “Rocket Man”.
Agora fico a pensar. Onde é o próximo concerto do David? Eu quero ir!!!!

David Fonseca – Adeus não afastes os teus olhos


David Fonseca – Angel Song


David Fonseca – Rocket Man


David Fonseca – Together in electric dreams

quarta-feira, novembro 12, 2008

Nicholas Sparks em Portugal


Este ano de 2008 será um ano que irei recordar por muitos e longos anos e por bons motivos. Não só foi o ano em que entrei na casa do 30 (os anos dourados!), como tenho tido diversas oportunidades que não tenho deixado escapar, tenho conseguido realizar alguns pequenos sonhos e desejos…
Na 2ª-feira realizei mais um, conheci o meu escritor favorito de hoje e de sempre. Fui à sessão de autógrafos do Nicholas Sparks.
Tenho a sensação que foi este escritor que me fez tomar o gosto pela leitura, ao ler pela 1ª vez “O Diário da Nossa Paixão”, já lá vão uma quantidade de anos. Só sei que ao ler este livro, a curiosidade sobre a bibliografia do autor foi automaticamente despertada. Não existe livro nenhum que eu tenha alguma vez sequer pensado em ler mais do que uma vez, mas “O Diário da Nossa Paixão” já foi lido várias vezes e agora que está assinado pelo próprio Nicholas Sparks, será brevemente lido outra vez.
Escusado será dizer que o nervosismo era mais do que muito. À medida que me ia aproximando dele na fila para os autógrafos, ia ficando com a garganta mais seca e sem saber muito bem o que lhe dizer. Sim, a 1ª vez que fui lá para ele me assinar o livro “Um Homem de Sorte” (comprado à hora de almoço de propósito para o efeito) foi muito mau, as palavras não se saíam e ainda fiquei com cara de parva… Valeu a D. que meteu conversa com ele na maior e tirámos fotos atrás de fotos.
Ele é uma pessoa super-acessível, muito descontraído e divertido. Só de me lembrar da sua cara quando a D. sacou dos 15 livros para ele autografar… Autografou-os todos, sempre com um sorriso nos lábios. Via-se que estava a gozar o momento, mesmo ao fim de mais de uma hora sempre com a caneta na mão.
Entre risos, confidenciou que sabe falar todas as línguas, com excepção do Japonês/Chinês, porque diz que não percebe nada do que eles dizem.
Ele é realmente um prato!!!
Conseguimos lá voltar para novos autógrafos, desta vez eram autógrafos para as amigas e eu finalmente comprei o meu livro favorito que agora vale 1000 vezes mais, com a sua marca.
E ainda a noite era muito jovem…



PS: D. espero que as fotos não tenham direitos de autor. ;)

domingo, novembro 09, 2008

Bilhetes para o High School Musical The Ice Tour


Por que é que a minha felicidade não pode ser completa? Há sempre alguma coisa que estraga a plenitude. :(
Na semana passada soube que o espectáculo High School Musical The Ice Tour vinha visitar o nosso país, para nos apresentar um espectáculo de música, dança e patinagem. Eu que adoro patinagem artística fiquei logo entusiasmada para ir ver, pois também já tinha adorado o Disney no Gelo. Andei uma semana a ponderar a hipótese se ia ou não ver, até que me decidi em comprar os bilhetes.
Hoje recebo a notícia que precisamente no dia do espectáculo tenho um casamento em Vila Real. E não é um casamento qualquer que se possa recusar…
Conclusão, não vou poder ir ao High School Musical, snif, snif!!!
Claro que estou radiante por a causa ser algo que me trás muita felicidade, mas não deixo de pensar que ou o espectáculo ou o casamento podiam ser em dias distintos!!!! :(
Conclusão, tenho 4 bilhetes para o espectáculo que agora preciso vender. O espectáculo é Sábado dia 13, pelas 20:30, no Pavilhão Atlântico. Alguém que esteja interessado, pode enviar-me um mail para thestar.blog@gmail.com, que eu terei todo o gosto em vos responder. Quem alinha?
No meio disto tudo, fico contente porque não só vou assistir ao casamento como vou, ainda, conhecer Vila Real e Trás-os-Montes.

Aqui fica a apresentação do espectáculo:
O mais recente sucesso da Disney – High School Musical regressa com a Ice Tour. O espectáculo que estreou em Setembro de 2007 e já conquistou plateias por todo o mundo, chega agora a Lisboa.
A tournée no gelo apresenta uma fusão entre a música, dança e espírito de equipa do filme original – vencedor de um Emmy, e da sua sequela High School Musical 2.

* Idade Mínima 3 anos
* Duração do espectáculo: 120 minutos

sábado, novembro 08, 2008

Noite VIP


A antestreia de Quantum of Solace, não se resumiu ao espectáculo dado pelo próprio James Bond.
Quando cheguei ao Freeport, local onde estava marcado o evento, avistei uma grande passadeira, mesmo à Hollywood… mais tarde vim a saber que estava a acontecer um cocktail VIP, no andar debaixo. Até um verdadeiro Austin Martin estava em exposição, para promoção do filme. Até as caixas das lojas do Freeport estavam adornadas com o poster alusivo ao acontecimento.
Escusado será dizer que a sala de cinema estava preparada para receber os ditos VIPs, os melhores lugares estavam-lhes reservados… Como fui das 1ª’s pessoas a entrar na sala, fiquei mesmo nas filas antes desses lugares, longe estava eu de saber que daí a pouco iria ver tanta gente conhecida dos media.
O 1º impacto foi o tamanho da sala. Parece um autêntico auditório que, não só é a maior sala de cinema do país, como tem uma maior capacidade que o Auditório dos Oceanos no Casino de Lisboa, auditório esse que já eu tinha achado ser enorme.
Depois de quase a sala estar cheia, começaram a entrar pessoas nossas conhecidas, o João Melo, a Vanda Stuart, o estilista João Rolo, a Joana Cruz, e alguns actores da TVI que eu só conheço das revistas (pois recuso-me a ver tal canal de televisão!).
O melhor foi quando vi entrar a Mónica, a ex-Delirium. O meu 1º pensamento foi, e o marido? Onde está o Rubim? Ele chegou pouco depois e sentou-se provocantemente à minha frente. Ele é tão giro ao vivo, quanto nas fotos e na TV, um autêntico James Bond, já que estava vestido num fato que lhe assentava muito bem, mas acho que naquele corpo, qualquer trapinho fica bem.
Mas, mal começou o filme, as minhas atenções viraram-se para o Daniel Craig, ele sim o verdadeiro Bond, James Bond.

Conversa com o chefe


Para rirmos um bocadinho. :)



PS: Só para que fique assente, eu não faria isto ao meu chefe. Ele é um querido!

sexta-feira, novembro 07, 2008

007 – Quantum of Solace em antestreia


Este é já o 22º filme da saga 007 e ainda hoje me delicio com as aventuras deste agente secreto sempre tão charmoso e cheio de carisma.
Casino Royale, o seu antecessor foi o meu filme favorito de toda saga e o 1º de Daniel Craig, que conseguiu imprimir à personagem uma grande dose de sentimento e realismo. Existem já sondagens que invocam a questão, qual o melhor James Bond de sempre? A luta parece estar renhida entre Daniel Craig e Sean Connery.
Este Quantum of Solace segue a onda de Casino Royale, já que é uma continuação. Vimos em Quantum um James Bond movido pela vingança, depois de ver a sua amada Vesper morta. Para se juntar a ele temos a bond girl Camille (interpretada pela actriz Olga Kurylenko), que tem em comum, com Bond, uma história trágica.
O filme tem um início mesmo à James Bond, uma perseguição a alta velocidade em carros de luxo, que são a imagem de marca da saga, Austin Martin’s. Até a alma se nos condói ao ver a forma como são destruídos… mas é uma cena de cortar a respiração a qualquer um… lindo!
Os locais escolhidos só podiam ser locais bem atractivos, contrastando entre o paradisíaco e o desértico.
Este filme tal como o anterior, pretende dar-nos a conhecer as raízes do agente secreto. No 1º filme de Daniel, 007 era um homem com sentimentos, capaz de amar e de sofrer por amor, neste 2º, começa por ser um homem amargurado pelas memórias de Vesper. Há uma cena em que a M. lhe mostra um ficheiro, onde consta uma foto de Vesper, a sua expressão imediata, ao ver a foto, é de dor… O Daniel conseguiu imprimir aqui uma grande carga emotiva, até porque na próxima cena, vê-se ele a “surripiar” a foto muito discretamente. Aqui percebemos que ele está sedento de vingança. E realmente, isso é algo que vamos vendo ao longo das cenas, ele parece implacável e só parará quando atingir a fonte. Continua a ser um homem que leva porrada de maior, e luta com unhas e dentes para sobreviver. Às tantas temos uma cena dele em tronco nu, e todo o seu corpo parece uma mazela. Era impensável ver Pierce Brosnan naquele aspecto, mesmo depois da cena inicial de Die Another Day.
Daniel é tão meticuloso em todas as cenas que faz, que se magoou numa delas. Apareceu na cerimónia de antestreia do filme, de braço ao peito, ao lado da sua namorada de longa data. E ele não pára de nos surpreender, já que depois da eleição de Barack Obama, como presidente dos EUA (o qual ele apoiava), Daniel defende que o mundo está agora preparado para um 007 de qualquer raça. Já que ele foi o 1º James Bond loiro, why not?
O filme estando cheio de cenas de acção (existem perseguições em todos os meios de transporte, desde perseguições terrestres, de carro ou a pé, de barco e até em aviões), dá a sensação que se passa tudo sempre a 1.000 à hora, não existindo tempo para um argumento mais estruturado e menos confuso. Chega, inclusivamente, a faltar cenas muito recorrentes e obrigatórias em James Bond. Existem, ainda, algumas referências a filmes da saga, anteriormente, produzidos, parecendo ser essa a ligação aos filmes que se seguirão.
Mas aquilo que realmente me irritou nesta produção, foi a banda sonora escolhida. Arghhhhhh, é a 1ª música escrita para um 007 que eu não gosto, aliás, chego mesmo a odiar a música escolhida. Aquilo alguma vez é música? Quanto mais uma música digna de um filme destes? Que irritação!!!
Houve uma cena que me deixou em pulgas, que foi passada durante a ópera Tosca, e eu como ando numa de teatro, musicais e afins, vibrei ao som desta cena. Pena, no meu entender, ela não ter sido aproveitada da melhor forma.
Mas há aqui a destacar a fotografia fantástica que aqui fomos brindados.
Eu que sou uma grande apreciadora dos filmes de James Bond, não posso dizer que fiquei de boca aberta de surpresa com o este novo Quantum (pelo facto da originalidade do anterior se ter perdido neste filme), mas confesso que me deu um grande gozo vê-lo. Tenho a sensação que a geração antes-de-Daniel, já foi há imenso tempo e ficou no passado, tal é o enraizamento que esta nova geração (geração Daniel), me tem provocado (e como eu sempre adorei o Pierce!!!). Este filme não supera de longe o anterior, mas saí da sala de cinema com a alma lavada, depois de levar com um banho de charme e glamour. E digo-vos que o glamour não se fez só no ecrã gigante…

Ficha Técnica
Título: 007 – Quantum of Solace
Realizador: Marc Forster
Descrição: Daniel Craig é, pela segunda vez, James Bond. E, apesar de todas as críticas antes da estreia de "Casino Royale", será que, agora, alguém ainda se lembra de Pierce Brosnan...? Desta feita, Bond está determinado a perseguir quem forçou Verper, a mulher que amou, a traí-lo. Mas M (Judi Dench) e Bond percebem que a organização que a chantageou é muito mais complexa e perigosa do que tinham imaginado.
Bond cruza-se então com Camille, que procura ela também vingar-se, e que o põe na pista de Dominic Greene, um homem de negócios impiedoso que é um dos pilares da misteriosa organização. Durante a missão, que o conduzirá pela Áustria, Itália e à América do Sul, Bond descobre que Greene está a tentar apoderar-se de um dos recursos naturais mais importantes do mundo, manipulando a CIA e o Governo britânico. Enredado num labirinto de traições e mortes, à medida que se aproxima dos verdadeiros responsáveis pela traição de Vesper, o agente 007 tenta manter o avanço que leva sobre a CIA, os terroristas e mesmo sobre M, de forma a parar a organização e desvendar o plano sinistro de Greene.
Actores: Daniel Craig, Gemma Arterton, Jeffrey Wright, Mathieu Amalric, Giancarlo Giannini, Anatole Taubmann, Judi Dench, Olga Kurylenko
Género: Acção, Drama
Ano de Lançamento: 2008
Duração: 105 minutos
Classificação: Maiores de 12 Anos
Classificação (de 0 a 10): 8


007 – Quantum of Solace trailer