Ontem fui ver o Código Da Vinci, mas hoje vou publicar a minha opinião acerca de um outro filme que me marcou muito, The New World – O Novo Mundo. De todas as visitas ao cinema este ano, este foi o filme que mais me marcou.A 1ª vez que vi o trailer do filme fiquei com a sensação que seria mais um filme ao género de Cristóvão Colombo e a descoberta das Américas. Depois percebi que seria a história de Pocahontas. Mas, sinceramente, o que me levou à sala de cinema para ver o filme foi o facto de ter gostado muito da figura da Pocahontas, e dos 2 actores que com ela contracenam, Colin Farrell e Christian Bale, dos quais sou uma grande admiradora.
Quase não tenho palavras para descrever aquilo que vi e senti ao visionar o filme. É lindíssimo, maravilhoso. Não é só uma história de amor, é muito mais do que isso. Transporta-nos para outra dimensão, quase me senti no século XVII.
Logo de início, tem um começo muito calmo com uma banda sonora muito clássica. Desde aí me senti navegar naquele rio, límpido e transparente (fiquei feliz por saber que existem espaços virgens na natureza onde a “mão maligna” do Homem ainda não chegou. Aliás, os locais de cena são muito próximos de onde se desenrolaram os acontecimentos reais). É um filme relaxante, transparece muita calma. O deslizar no rio, as corridas por entre as ervas altas, o vento que sopra suavemente, a chuva que cai e quase se sente e forma pequenas ondulações na água… Tudo isto filmado na perfeição. O filme tem uma fotografia e uma montagem exemplar, por isso não me surpreende a sua nomeação para os Óscares.
Ao longo do filme as principais personagens partilham os seus pensamentos com o público em jeito de narração, enriquecendo a história. Quase parece um diário aberto.
A química entre Pocahontas (engraçado como o seu nome nunca é mencionado ao longo de toda a narrativa) e o capitão John Smith é impressionante. Digo isto porque no ano em que foi filmado, Q'Orianka Kilcher (a Pocahontas) tinha apenas 14 anos de idade, mas o seu talento é já inegável, tem muito mais capacidades artísticas do que muitas actrizes com anos e anos de experiência. Na minha humilde opinião, ela é a essência da história e a personagem principal. Ela entre em perfeita harmonia com a natureza que a rodeia. Os seus momentos passados com Smith, são carregados de sensualidade, mas uma sensualidade muito subtil. Aliás, muitas vezes a forma de comunicação usada no filme é a linguagem corporal e gestual.
Este filme, ou melhor, esta obra de arte é a prova viva de que um bom filme não precisa ter sequências cheias de acção e efeitos especiais, que o público em geral, e eu particularmente, adoram.
Tenho a sensação que saí da sala de cinema mais leve. Consequência do deslumbramento que tinha acabado de observar.
Acho que somente as palavras não conseguem descrever as sensações que o filme me provocou. O melhor mesmo é vocês verem, pois recomendo-o profundamente.
Ficha Técnica
Título Original: The New World
Realizador: Terrence Malick
Descrição: Aventura sobre o encontro entre nativos americanos e os europeus que partiram à conquista do novo mundo, é também a história arrebatadora da índia Pocahontas, do aventureiro John Smith e do aristocrata John Rolfe. No início do século XVII, três pequenos navios ingleses partem à conquista do novo mundo, na esperança de encontrarem lendários tesouros e ouro. Ao desembarcar em James River, na Virgínia, estabelecem a colónia de Jamestown. Mas a maioria dos 103 colonos do grupo original eram aristocratas mal preparados e consequentemente as condições de vida na colónia degradam-se rapidamente. O Capitão John Smith é então encarregado de liderar uma expedição ao longo do rio Chickahominy. Durante a expedição, os nativos da tribo Powhatan matam todo o grupo à excepção de Smith, que é levado para a aldeia. Aí conhece a filha do chefe da tribo Powhatan, Pocahontas. Ela é um espírito livre e entre os dois nasce uma relação que se tornará numa das mais famosas lendas americanas. "O Novo Mundo" é o último filme do realizador Terrence Malick, conhecido por "A Barreira Invisível".
Actores: Q'Orianka Kilcher, Collin Farrel, Christian Bale, Christopher Plummer
Género: Aventura, Drama, Histórico
Ano de Lançamento: 2005
Duração: 135 minutos
Classificação: Maiores de 12 Anos
Classificação (de 0 a 10): 11 (só o Star Wars III tinha conseguido esta classificação)
The New World – O Novo Mundo
Mais uma semana que passou e sinto-me cansada. Cansada de não ter tempo para mim, de não ter tempo para visitar os blogs amigos, nem escrever no meu, cansada de não ter tempo para o meu novo passatempo, a confecção de colares, cansada de não ter tempo para a minha corridinha ao fim do dia, cansada de não ter tempo para a minha leitura, cansada do trabalho, do curso, que quase esteve para ser cancelado por falta de tempo, enfim… é fim-de-semana, e é só o que me interessa. Sei que as semanas passam a correr, porque o tempo foge-me, mas não gosto quando o tempo passa assim tão depressa e eu não o vivo como gostaria.
O dia amanheceu, mais uma vez, muito carregado. Mas nem isso me demoveu do meu objectivo, visitar os principais pontos de atracção de Braga.
A construção do Santuário do Sameiro iniciou-se em meados do séc. XIX, e ficou concluído um século depois. Em frente do Templo ergue-se um imponente e vasto escadório, no topo do qual se levantam dois altos pilares, com a Virgem e Jesus.
Estava na hora de descer um pouco. Segui até ao Bom Jesus de Braga, mas com a chuva por companhia. Chovia a potes. E eu queria fotografar tudo o que houvesse de interesse. As fotografias não ficaram nada de especial, muito escuras.
Existe ainda um elevador hidráulico (o seu funcionamento baseia-se no sistema Contrapeso de Água), que para pena minha nem o avistei. Foi o 1º elevador construído na Península Ibérica, inaugurado a 25 de Março de 1882.
Quando lá cheguei, a minha amiga L. estava a ter uma manhã muito atribulada. Fomos logo visitar um hotel lindíssimo, em frente ao mar, chamado Flor de Sal. Situa-se no Parque Empresarial da Praia Norte, uma zona onde antigamente era utilizada como despejo de lixos e resíduos. Actualmente é uma zona que se encontra totalmente remodelada, e está muito bem conseguida. Tem uma praia que no Verão é muito frequentada com objectivos terapêuticos, já que é uma praia riquíssima em lodo.
Fomos dar uma volta pela marginal da praia, que a partir desta altura começa a ter muita animação desportiva, apesar de no Sábado haver poucas pessoas por ali. Tal como já referi, o tempo não era o mais agradável. Mas apesar disso, deu para apreciar a vista. Dali conseguia ver-se o alto do monte de Santa Luzia onde se encontra edificada uma linda basílica, a qual visitámos de tarde.
É uma igreja que foi construída no início do século passado e foi copiada do Sacré Couer de Monmartre, em Paris. É o Ex-libris da cidade de Viana do Castelo, e é uma visita obrigatória pela sua beleza e pela extraordinária vista que dali se pode observar sobre o estuário do rio Lima, a cidade e o mar. Segundo a minha amiga, em dias limpos (o que não era o caso), vê-se até Ponte de Lima, para o interior, Póvoa de Varzim para sul, e o monte de Santa Tecla já em Espanha, para norte. Junto à basílica encontram-se as ruínas da Citânia de Santa Luzia, a primitiva cidade de Viana. Para se chegar ao alto do monte, existe um elevador que liga a cidade à basílica, embora apenas funcione nos meses de Verão. L







Ando doidinha por uma música, a nova dos INXS, o Afterglow.
