Não é novidade nenhuma que sou uma fã assumida do Tim Burton e das suas histórias bizarras e negras, tão originais e características. A dupla Tim Burton e Johnny Depp tem funcionado na perfeição e desde que a Helena Bonham Carter se juntou, temos ali um trio maravilha.
Sweeney Todd o seu último trabalho era o filme que mais ansiava ver desde há algum

tempo. Escusado será dizer que as minhas expectativas eram elevadíssimas, e depois de ler e ouvir críticas muito boas sobre ele, tinha um grande receio de me decepcionar. Mas decepção é uma palavra que parece não existir quando se fala deste realizador. Foi uma boa prenda de aniversário. :D
Acho que nem consigo falar direito sobre o filme, porque tudo me encantou, tudo me fez embarcar naquela história toda ela “musicalizada” pelas vozes melodiosas dos protagonistas.
Tudo começou muito bem, logo nos
opening credits. A música não poderia encaixar melhor nas imagens negras, a contrastar com o vermelho vivo do sangue...
Depois a 1ª música, No Place Like London, não sei de que estava eu à espera, mas ouvir o Johnny cantar pela 1ª vez foi algo parecido como um deslumbramento. Não tendo uma voz de rouxinol, canta cheio de graciosidade, e a sua entoação consegue transmitir aquilo que ele normalmente faz com as suas acções e expressões, transmite-nos as suas emoções.
Mas não foi só o Johnny Depp a surpreender-me com os seus dotes vocais. O Alan Rickman, com a sua voz rouca e forte também me deixou pasmada. Quem diria que ele sabia cantar daquela forma? A Helena Bonham Carter, poderá não ser uma cantora exemplar, mas desempenhou a sua função muito bem. Agora ouvir o Sacha Baron Cohen cantar a plenos pulmões e com um fôlego de invejar, é que eu não estava nada à espera.
O filme pode ser um pouco sangrento, mas a ideia do Tim representar o sangue com uma tinta de um vermelho vivo bem artificial, foi muito boa, pois abstrai-nos da ideia de que aquilo é sangue. Mais uma ideia genial!!!
A banda sonora do filme é lindíssima. Quem a ouvir, saberá a história do filme, já que tudo está ali espelhado através da música. Aconselho-a vivamente, e a seguir a se ver o filme, cai que nem ginjas. ;)
Acho que não me vou alongar mais, pois tudo o que possa escrever sobre aquilo que o filme provocou em mim, não será suficientemente representativo da realidade.
Apenas existe um ou outro ponto que poderia ter tido outro curso, mas isso não me faz gostar menos do filme. Ele vale pelo seu todo e não só por um pedaço.
How about a shave?!?!?
Em noite de Óscares, adorava que o Johnny Depp levasse para casa a estatueta. Mas sei que vai ser difícil, este ano tudo a ponta para que seja o Daniel Day-Lewis a ganhar o Óscar.
Para variar um pouco, e porque adorei os
opening credits, aqui fica o genérico. ;)